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Destaques

Museu do ISEP conta histórias de fazer corar
15-11-2019
O Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto guarda histórias de alquimia em frascos de corantes, reagentes e pigmentos, que vão ser destapados na tarde deste sábado, durante uma sessão de acesso gratuito, a partir das 18 horas.

Trata-se do ciclo Um Objeto e seus Discursos por Semana, que continua o périplo deste ano pelos museus da cidade e conta desta vez com os contributos de duas Professoras de Química e uma museóloga, para ajudarem a descobrir a coleção de frascos com reagentes e pigmentos.

Desde as mais remotas civilizações que o tingimento de tecidos era equiparado a uma arte, na qual o tintureiro, como o pintor, fazia uso dos recursos corantes naturais para produzir as tonalidades que estes permitiam. Na transição do século XIX para a centúria seguinte, os avanços tecnológicos que estabelecem as bases da química moderna têm a sua influência também nesta área, ao permitir a descoberta e produção de inúmeras matérias corantes e as suas variações através de diferentes reagentes.

É a partir de então que os processos de tinturaria se convertem de arte em ciência, verdadeira alquimia que permite ao tintureiro obter os tons impostos pelos caprichos da moda.

Uma coleção de diversos frascos de materiais tintureiros, com corantes, pigmentos e reagentes para utilização em laboratório químico, foi comprada em meados do século XIX pelo então Instituto Industrial do Porto. Em carta datada de 1890 dirigida ao diretor da escola, o lente de chimica e physica Agostinho da Silva Vieira refere que a coleção foi comprada em Paris, por via da empresa Ben. Barral.

As investigadoras Cristina Delerue Matos e Simone Morais, com o apoio da museóloga Patrícia Costa, do Museu do ISEP, conduzem a experiência deste sábado à descoberta desse curioso conjunto.
O ISEP disponibiliza o parque de estacionamento (do lado da Rua de S. Tomé) para todos os participantes que se deslocarem de carro.