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Começaram hoje as obras que vão fazer do Rio da Vila um museu subterrâneo
16-10-2018
Os trabalhos para a criação do museu subterrâneo no Rio da Vila entraram hoje numa nova fase com o arranque das obras de construção da zona de acolhimento dos visitantes, na Estação de Metro de São Bento.

Aquele rio, que resulta da confluência de nove cursos de água na zona da Baixa em dois mananciais que se juntam na Praça de Almeida Garrett (frente à Estação de São Bento), foi entubado no século XIX e corre essencialmente sob as ruas de Mouzinho da Silveira e de São João até à Ribeira, sendo objetivo da Câmara do Porto musealizar o troço de cerca de 350 metros entre a Estação de São Bento e o Largo de São Domingos.

Trata-se de uma galeria que é constituída, sobretudo, por "hasteais e abóbada em pedra granítica, apresentando em si uma beleza histórica, cultural e patrimonial", de acordo com a descrição de Frederico Fernandes, presidente da Águas do Porto, que é a empresa municipal responsável pela obra.

Com largura superior a dois metros e altura superior a três metros, a galeria apresenta dimensões suficientes para permitir a visita confortável do público, mas necessita naturalmente de ser adaptada à circulação de pessoas em condições de segurança.

Enquadrado no Estudo de Valorização de Bens Patrimoniais ligados ao ciclo da água no Porto, que contempla igualmente a reabilitação do reservatório da Pasteleira para acolher o Museu da História da Cidade, o plano para musealizar o Rio da Vila prevê que a entrada para o subterrâneo seja feita pela Estação de Metro de São Bento. Daí se terá acesso a uma sala onde será instalado o serviço de bilheteira, um local para exposições e apresentações, além da entrada para o percurso visitável.

Os trabalhos que hoje tiveram início dizem respeito a essa obra, que irá durar 180 dias, originando inevitáveis constrangimentos de trânsito, nomeadamente o estreitamento da via na Rua de Mouzinho da Silveira, mas que terá um resultado fora do normal e de importante valorização do património da cidade. Com efeito, se o Rio da Vila foi entubado numa época em que servia para levar os detritos da cidade até ao Rio Douro, a sua musealização permitirá o reencontro com vestígios da ocupação urbana que vão da época romana até à atualidade.