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Centro de rastreio móvel à Covid-19 abriu hoje e já faz testes a pacientes suspeitos
18-03-2020

Abriu hoje de manhã o centro de rastreio para a doença CoVid-19, o primeiro modelo piloto "drive-thru" montado em Portugal. Tem capacidade, nesta primeira fase, de fazer cerca de 400 testes diários, com resultados, também numa primeira fase, em 24 horas. Destinado exclusivamente a pacientes suspeitos de infeção pelo coronavírus e previamente referenciados pelo SNS, a entrada é feita de carro no interior das estruturas, montadas em menos de 72 horas.


Já outras cidades portuguesas manifestaram interesse em replicar esta operação, desencadeada pela Câmara do Porto, Unilabs e ARS-Norte, e a cidade de Lisboa vai avançar também com um modelo idêntico, afirmou esta manhã Rui Moreira, que visitou o local, acompanhado dos parceiros que, com o Município, ergueram o centro de rastreio móvel, nomeadamente o CEO da Unilabs Portugal, Luís Menezes, o diretor clínico da Unilabs Portugal, António Maia Gonçalves, e Carlos Nunes, presidente do Conselho Diretivo da ARS-Norte.

A ideia partiu da Unilabs Portugal, informou o presidente da Câmara do Porto, que logo acolheu a proposta e averiguou ser o Queimódromo "a melhor solução" para receber um laboratório de campanha desta envergadura "por ser uma zona reservada e ótima em termos de acessibilidade" e que, efetivamente, à quarta-feira de manhã já recebia pacientes suspeitos, a quem são feitos os testes sem terem de sair do carro.

"A Câmara do Porto imediatamente verificou ser este um modelo muito importante, que tem vindo a ser implementado com sucesso noutros países", referiu Rui Moreira.



No centro de rastreio móvel ao novo coronavírus, o primeiro no país, o acesso só é permitido a quem venha referenciado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a entrada é controlada pela Polícia, funcionando apenas por marcação prévia junto das autoridades de saúde.

Os utentes não têm de sair dos seus carros e o teste demora, aproximadamente, entre 5 a 7 minutos. São profissionais de saúde que asseguram a colheita, devidamente equipados e protegidos para o efeito. Não há qualquer custo associado para os pacientes.

De acordo com CEO da Unilabs Portugal, há disponibilidade da empresa de montar um modelo semelhante noutras cidades, sempre em cooperação com autoridades de saúde. "Temos capacidade de montar mais alguma unidades, mas tendo em consideração aquilo que as autoridades nos disserem", frisou Luís Menezes.

O sistema de rastreio, assegurou diretor clínico da Unilabs, António Maia Gonçalves, reúne todos os requisitos de segurança. "Este sistema não foi inventado por nós. Foi definido pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos", e também na Coreia do Sul foi implementado com sucesso na fase 3, a mais aguda da pandemia, assinalou.

Por seu turno, Carlos Nunes, presidente da ARS-Norte destacou a importância desta ação coordenada, numa altura em que, estando a doença por Covid-19 a propagar-se muito rápido na Europa, "testar o mais possível", os casos suspeitos, como aconselha a Organização Mundial de Saúde, pode fazer a diferença entre controlar a disseminação do vírus ou deixar que se propague pela comunidade.