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Tecnológica portuguesa parceira da BMW vai contratar mais 400 engenheiros

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Miguel Nogueira

Chegada ao Porto há menos de três anos, a Critical TechWorks continua a conduzir por estradas cada vez mais largas. Com o primeiro automóvel da marca BMW a operar com tecnologia nacional a chegar ao mercado em 2019, a joint-venture entre a gigante alemã e a portuguesa Critical Software começa a lançar-se a projetos na área da condução autónoma. E, para isso, vai precisar de mais 400 pessoas, essencialmente engenheiros com conhecimentos de programação em C++.

Esta é a linguagem de programação usada no desenvolvimento da tecnologia da nova geração de carros da BMW e colocará a empresa sediada no Porto a seguir uma das tendências mais esperadas do setor automóvel: a condução autónoma.

"Quem abraçar este desafio, tem de vir pronto para não só construir soluções inovadoras e disruptivas, como também para definir standards de mercado que certamente marcarão um novo paradigma de condução. Sabemos que será um processo bastante longo, com alguns avanços e retrocessos naturais numa área que está em constante evolução", sublinha Luís Cruz, diretor técnico da Critical TechWorks, em comunicado.

Desde que se instalou na cidade, a empresa já entregou mais de 54 projetos à fabricante alemã, entre os quais as novas aplicações da BMW e da Mini.

Para este novo projeto, que prevê o desenvolvimento de tecnologias que melhorarão a comunicação entre o veículo, os condutores e as infraestruturas, procura, para a sede no Porto e os escritórios em Lisboa, perfis juniores e seniores que, além da formação e das hard skills, “tenham paixão pela tecnologia e pelo mundo automóvel, mostrem pensamento analítico e muita vontade de aprender, resiliência e prontidão para agarrar diversos desafios num ambiente futurista e de constante crescimento", adianta Luís Cruz.

Até ao final do ano, e “de acordo com os projetos novos já identificados”, a Critical TechWorks conta ter cerca de 1400 pessoas a trabalhar os automóveis do futuro em Portugal.

A empresa foi criada no Porto em 2018, mas a empresa-mãe, a Critical Software, já tinha um centro tecnológico na cidade desde o ano anterior. O então diretor executivo, explicava o porquê da aposta na Invicta: “Queríamos muito estar no Porto, no coração desta bonita e vibrante cidade, que é já hoje reconhecida como um polo de excelência e de atratividade no setor da inovação tecnológica”, sublinhava Gonçalo Quadros, hoje chairman da empresa.

O crescimento da atividade - e de pessoal – levaria a uma mudança de instalações com a empresa a estacionar no Edifício dos Correios, na principal artéria da cidade. No verão de 2020, a Critical TechWorks apresentou uma duplicação na faturação face ao ano anterior, com valores na casa dos 57 milhões de euros (no primeiro ano de existência, o volume de negócios estava nos três milhões de euros).