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STCP regista em 2020 diminuição do número de passageiros devido à pandemia

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A STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto registou uma diminuição na procura em 2020 na ordem dos 35,8%, ou seja, foram transportados menos 27,5 milhões de passageiros em comparação com ano de 2019. Os dados foram revelados pela empresa, em comunicado, que aprovou em Assembleia Geral, na quarta-feira, as contas individuais e consolidadas relativas ao ano de 2020.

A empresa concluiu que, em 2020, a atividade foi fortemente afetada pela pandemia da Covid-19, embora a STCP se tenha mantido sempre ativa, com os trabalhadores das atividades operacionais na chamada “Linha da Frente”, tendo inclusive reforçado a sua oferta em alguns períodos do ano.

No entanto, com o confinamento, com a larga maioria das atividades económicas encerradas e a adoção da modalidade de teletrabalho, verificou-se uma diminuição no número de passageiros transportados nunca antes vista na história da STCP e, consequentemente, na receita de transporte.

Da análise financeira resulta que quanto à receita do serviço de transporte, a STCP sofreu uma diminuição de 17,3 milhões de euros (35,1%) comparativamente com o ano de 2019, em linha de conta com a quebra da procura. A agravar este resultado, acresce o facto de não ter ocorrido aumento nos preços dos títulos de transporte no ano passado.

A empresa de transporte encerrou o ano com um resultado líquido negativo em 12 milhões de euros, registando um agravamento de 8,9 milhões de euros face ao ano de 2019.

Quanto aos investimentos efetuados, a destacar que o total de investimentos em 2020 totalizou 17,9 milhões de euros. Ficou concluída a primeira fase do programa de renovação da frota de autocarros, iniciado em 2018, com a receção das últimas 79 viaturas a gás natural, de um total de 188 novos autocarros, dos quais 15 elétricos e 173 a gás natural, e que foi responsável por 95% do total do investimento realizado.

Desde o início da pandemia que a empresa adotou e implementou medidas para conter a propagação do surto de Covid-19, cumprindo a legislação em vigor e as indicações da Direção Geral da Saúde, e tendo como principal preocupação a segurança dos seus trabalhadores e clientes.