Sociedade

Rastreio aos lares do Porto já foi alargado a instituições para cidadãos com deficiência e sem-abrigo

Miguel Nogueira

Além das 3500 pessoas que já foram testadas nos lares da cidade e do programa continuar por mais alguns dias, até todos estarem rastreados, a Câmara do Porto, com o apoio dos Agrupamentos de Saúde da cidade, estendeu a ação às instituições dedicadas a cidadãos com deficiência e a pessoas em situação de sem abrigo.

O rastreio completo aos lares da cidade inclui todos os utentes e funcionários, independentemente de qualquer cadeia de contágio conhecida e de apresentarem ou não sintomas e inclui soluções de retaguarda para acolher os idosos que deixem de poder contar com o lar onde estavam. Trata-se de um programa único até ao momento em Portugal, pela sua dimensão e testagem sistemática e já rastreou mais de 3500 pessoas.

Várias instituições que tratam de cidadãos com deficiência pediram ao município para também serem alvo de testes, que começaram no passado dia 14 e já rastrearam mais de 230 pessoas, entre os quais algumas em situação de sem-abrigo.

A Câmara criou unidades de retaguarda para os idosos que deixem de possuir condições nos seus lares, mas também estendeu a capacidade do seu centro para pessoas em situação de sem-abrigo no antigo Hospital Joaquim Urbano, onde pode agora acolher mais do dobro do que acontecia anteriormente. O rastreio agora promovido a estes cidadãos inclui outros albergues existentes na cidade e visa identificar casos positivos, descontinuando cadeias de contacto e proteger as unidades que os acolhem de possíveis infeções sistémicas.

O programa de rastreio municipal foi lançado graças à disponibilização por parte da Fundação Fosun (Xangai) de cinco mil testes PCR para COVID-19, doados através da portuguesa Gestifute e conta com o apoio do Hospital de São João e o trabalho de campo dos centros de saúde da cidade e das autoridades de saúde locais.