Ambiente

Porto integra projeto tecnológico de produção de bioenergia a partir das ETAR

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Miguel Nogueira

O Município do Porto vai testar um método inovador de produção de energia renovável a partir das estações de tratamento de águas residuais (ETAR). Águas e Energia do Porto venceu candidatura europeia e vai contribuir para a transição energética produzindo bioenergia a partir do Freixo.

O objetivo é promover a elaboração de sistemas de gás descentralizados, contribuindo para a transição energética e sustentabilidade ambiental. Depois de, em 2023, ter avançado com o primeiro módulo de água para reutilizar, a ETAR do Freixo dá, agora, um novo passo na produção de energia renovável, assumindo-se como uma verdadeira fábrica de recursos.

O projeto pioneiro, designado de "SUPREMAS - Unidades modulares de gás de síntese (syngas) para a produção de energia renovável a partir de múltiplos resíduos e para diferentes aplicações", engloba a participação de sete países europeus, com Portugal a ser representado pelo Município do Porto.

O "SUPREMAS" irá proporcionar cadeias de valor circulares, nos quais diferentes tipos de resíduos poderão ser utilizados para a produção de eletricidade, energia térmica e novos materiais.

Ao longo de seis meses, a Invicta, através da Águas e Energia do Porto, vai assumir um papel preponderante ao avaliar o desempenho e a capacidade de replicação da solução do projeto em resíduos de ETAR. Neste caso, a inovadora unidade modular móvel será implementada na ETAR do Freixo, sendo submetida a testes ao utilizar lamas digeridas como principal matéria-prima, de forma isolada ou em combinação com outras matérias-primas.

Os testes consistem na produção de gás de síntese (syngas) que será valorizado por meio de um sistema de cogeração para gerar eletricidade e calor.

O projeto é cofinanciado a 70% pelo programa "Horizonte Europa" com um valor aprovado de 177.104,38 euros e vai contribuir para a apresentação de soluções inovadoras para posterior replicação em dez locais da Europa.

O Porto reafirma, assim, o seu compromisso e ambição nos desígnios do Pacto do Porto para o Clima com a implementação de ações que contribuam para a antecipação da neutralidade carbónica até 2030.