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População do Grande Porto produz menos lixo e recicla mais

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Em 2020, a Lipor recebeu mais de 60 mil toneladas de materiais para reciclagem, 40 mil toneladas de biorresíduos recolhidos seletivamente e comprovou um decréscimo na produção global de lixo. A pandemia explica alguns valores, mas muito é fruto do investimento na sensibilização dos munícipes dos concelhos onde opera.

O crescimento de 8% no volume de materiais depositados nos ecopontos, ecocentros e nas zonas de recolha seletiva porta a porta – essencialmente papel/cartão, plástico e vidro – “são fruto do forte investimento e da aposta que a Lipor e os municípios associados têm desenvolvido com vista a maximizar e incrementar a quantidade de materiais a enviar para reciclagem”, garante a empresa intermunicipal.

Em fevereiro, a Lipor já tinha anunciado que havia conseguido reaproveitar mais de 13 toneladas de bens materiais, evitando, assim, a emissão de quase três mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Em sintonia, os dados da Porto Ambiente revelaram um aumento de 50% dos níveis de reciclagem no Município do Porto entre 2016 e 2019.

Outro parâmetro destacado pela Lipor está relacionado com os biorresíduos recolhidos seletivamente que, em 2020, diminuíram 12,7%, fator que a empresa justifica “pelo encerramento total ou parcial da restauração ao longo do ano, fruto do contexto pandémico”.

A recolha de resíduos verdes tem acelerado no concelho do Porto desde que a empresa municipal Porto Ambiente alargou a iniciativa a entidades que produzem este tipo de excedentes, estando agora disponíveis 100 contentores em mais de 27 dessas entidades. Refira-se, ainda, aos projetos já aprovados para instalação de cerca de 500 contentores de proximidade para a recolha de resíduos orgânicos, medida que irá servir mais de metade da população do Porto.

De forma global, 2020 foi um ano que protagonizou um decréscimo visível na produção de lixo. Na sua área de atuação - Porto, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde - a Lipor registou cerca de 394 mil toneladas de lixo, o que significa uma diminuição de 1,94% face a 2019.

Longe de acabar em aterro sanitário, o material foi valorizado na Central de Valorização Energética da empresa, o que permitiu a exportação para a rede nacional de mais de 171 MWh (megawatt-hora) de energia elétrica.