Educação

Os Phase Transition são quatro futuros engenheiros que conciliam os estudos e a música

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João Fitas

A maioria das pessoas poderá pensar que, para se fazer parte de uma banda, é necessário dedicar-se totalmente à música. Mas uma banda formada por estudantes das faculdades de Ciências e de Engenharia da U.Porto mostra que isso não podia estar mais longe da verdade.

Esta banda do Porto prova que é possível conciliar o estudo universitário e, ainda assim, “dar largas ao sonho” da música. Fernando Maia, José Pereira, Luís Dias e Sofia Beco são os rostos dos Phase Transition. O género musical que escolheram foi o metal progressivo, com influência de música clássica e de jazz.

A banda acabou de lançar – no dia 7 de dezembro – um EP, intitulado “Relatively Speaking”, que está disponível nas plataformas digitais e também à venda.

Numa conversa via e-mail, a banda fez ao “Porto.” um relato sobre esta (ainda) breve incursão no mundo da música.

Origem
O grupo começou a formar-se em 2018, quando o Luís e o Fernando estavam a estudar para um exame na Biblioteca da Faculdade de Ciências da U.Porto. Pelas suas t-shirts reveladoras, perceberam que tinham gostos musicais em comum e que eram ambos músicos. Decidiram, quase de imediato, tocar covers de Metallica e Megadeth, apenas por diversão, numa sala de ensaios (depois dos estudos!).

Durante uns tempos, foram os Pernas de Pau. E o que começou por ser apenas diversão passou a ter objetivos mais ambiciosos, principalmente o aperfeiçoamento da técnica musical e, nessa fase, surgiu o nome Phase Transition. Fez-se então essa “transição de fase” entre tocar covers e criar originais.

Conciliar faculdade e parte artística
“Sendo os quatro estudantes de engenharia, o nosso trabalho diário na faculdade foca-se essencialmente na área das ciências e tecnologia. Assim, a banda para nós é um espaço onde podemos expressar-nos criativamente e desenvolver outras competências que nos serão muito úteis no futuro. Na verdade, as capacidades que ganhamos, seja na faculdade, seja neste projeto musical, são muito mais transversais do que se poderia imaginar. Entre muitas outras, na faculdade, aprendemos a lidar com tecnologia, a encarar desafios, a ter um elevado ritmo de trabalho com prazos estabelecidos. Na banda, aprendemos a criar uma rede de contactos, a promover um projeto, a ter iniciativa, a trabalhar como equipa com decisões constantes e a fazer planos de longo prazo. Acima de tudo, a maior lição é dar o melhor de nós em cada projeto e tirar o máximo proveito dele.”

Referências
“As nossas influências musicais vêm principalmente da música progressiva (bandas como Dream Theater, Haken e Opeth), do jazz e da música clássica. Ao nível nacional, a nossa referência são os Moonspell, a banda de metal portuguesa com mais sucesso em Portugal e no estrangeiro.”

Plataformas
A banda aventurou-se na “exploração de novas sonoridades com toda a sua complexidade harmónica e rítmica”, e o resultado é um EP que apresenta não apenas o último single dos Phase Transition – “Shadows Of Thought” – mas ainda o single de estreia da banda, “Singularity”. “O nosso EP, intitulado ‘Relatively Speaking’, está disponível em formato digital nas plataformas de streaming, como Spotify e Youtube, e também em formato físico”, aqui.