Ambiente

O novo pulmão verde da Asprela já respira

Miguel Nogueira

Em terrenos baldios da Universidade do Porto, entre a UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto e a Faculdade de Desporto (FADEUP), está a nascer um novo pulmão verde na cidade. O Parque Central da Asprela, localizado no redor de mais faculdades e institutos, terá uma área superior a seis hectares e vai tirar partido das características hidrográficas existentes.

As obras para o futuro parque iniciaram em julho e a expectativa é que estejam concluídas durante o primeiro trimestre de 2022.

O projeto, liderado pelo Município, através da Águas do Porto, associa também a Academia do Porto - Universidade e o Politécnico - e assume como prioridade o controlo ativo das cheias da Ribeira da Asprela, através da criação de uma bacia de retenção com uma capacidade de 10.000 metros cúbicos.

Como resultado, vai constituir-se uma zona de boa drenagem hídrica, que reduzirá significativamente a ocorrência de cheias e de inundações através da estabilização dos leitos e das margens, e contribuirá para a permeabilidade do solo, estimada em 91%. Ao mesmo tempo, é garantida a regularização fluvial daquela ribeira, com uma extensão de 594 metros, e de outras mais pequenas, que vão ser desentubadas e reabilitadas, trabalho que a empresa municipal Águas do Porto tem vindo a desenvolver noutras zonas da cidade.

O projeto vai ainda consolidar a estrutura verde do local, com a plantação de 645 novas árvores, e apostar na criação de espelhos de água e de percursos pedonais e cicláveis, acessíveis também a pessoas com mobilidade reduzida.

Com financiamento do Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Transição Energética, no valor de um milhão de euros, na rubrica "Adaptação às Alterações Climática - Recursos Hídricos", a empreitada representa um investimento aproximado de 1,9 milhões de euros, suportado também pelo consórcio, formado pelo Município, U.Porto e P.Porto.