Sociedade

Nova linha do Metro no Porto que servirá Praça da Galiza e Hospital de Santo António foi hoje anunciada

  • Notícia

    Notícia

O Porto terá uma nova linha de Metro subterrânea no início
da próxima década, ligando a estação da Casa da Música a São Bento, servindo
zonas como a Praça da Galiza e o Hospital de Santo António. O custo total da
obra é de 181 milhões de euros e receberá a cor Rosa (linha G). A esta obra
junta-se a ligação da linha Amarela (D) a Vila d'Este, que custará 106 milhões
de euros. A nova ligação do Porto prevê já a possibilidade de expansão para a
concretização da linha circular.


Esta nova linha no Porto terá, para já, 2,746 km de extensão
em via dupla, totalmente concebidos em túnel mineiro, e quatro novas estações,
todas elas subterrâneas: Casa da Música, Galiza, Hospital de Santo António e S.
Bento II. As estações Casa da Música e S. Bento são totalmente novas,
integrando plenamente (através de túneis pedonais) com as actuais estações com
os mesmos nomes.


A nova ligação terá um duplo efeito, permitindo
descongestionar o corpo comum do Metro do Porto entre a Rotunda da Boavista e a
Trindade, servindo novas zonas de forte pressão de trânsito automóvel,
nomeadamente o eixo Praça da Galiza - Hospital de Santo António - Clérigos -
São Bento.


Este investimento, que será feito pelo Governo ao abrigo de
financiamento do plano Juncker, é o possível com os 290 milhões de euros que o
Ministério do Ambiente disponibilizou para as obras do Metro no Porto (estão
destinados outros 210 milhões para o Metro de Lisboa). Foram estudados vários
traçados, dentro e fora do Porto, em vários concelhos, tendo os estudos de
procura estimada, face ao orçamento disponível, decidido pelas duas linhas referidas,
no Porto e a extensão da linha de Vila Nova de Gaia.


No seu conjunto, estes investimentos vão gerar uma procura
adicional na rede superior a 30 mil clientes/dia útil. Os estudos apontam para
um acréscimo global de 12 milhões de clientes por ano (a somar aos actuais 58
milhões/ano), claramente cumprindo os critérios de sustentabilidade económica
que a Metro do Porto definiu como factor essencial na análise a novos projectos
de expansão e de investimento.


Em ambos os casos, atendendo aos estudos de procura
efectuados, à consequente receita de bilhética que vão gerar e aos custos de
operação previstos, a taxa de cobertura estimada para as novas linhas (rácio
entre a receita e os custos operacionais totais da Metro do Porto, incluindo os
custos de estrutura e excluindo amortizações, rendas do material circulante e
gastos financeiros) ultrapassa os 100 por cento. Ou seja, a rentabilidade dos
investimentos está assegurada, vindo contribuir para o equilíbrio operacional
da Metro do Porto (actualmente e excluindo custos financeiros, a operação do
sistema apresenta um saldo positivo - EBIDTA de 13,8 M€ em 2016).


Os estudos de procura estrutural que contribuíram para o
processo de decisão foram encomendados pela Metro do Porto ao CITTA, Centro de
Investigação do Território, Transportes e Ambiente, que reúne investigadores
inseridos no Departamento de Engenharia Civil (DEC) da Faculdade de Engenharia
da Universidade do Porto (FEUP), cuja actividade de investigação se centra nos
domínios do Planeamento do Território, dos Transportes e do Ambiente. A equipa
de investigação do CITTA é estruturada em cinco subgrupos, dedicados a temas
específicos: Planeamento e Avaliação Ambiental; Planeamento Urbano e
Arquitectónico; Planeamento de Transportes e Logística; Análise de Tráfego; Gestão
e Sistemas de Transporte.


A Metro do Porto desenvolverá agora os projectos de execução
de cada uma das linhas, que serão depois sujeitos a estudos de impacto
ambiental. Prevê-se que o concurso público para a construção das novas linhas
possa ser lançado no final do primeiro semestre de 2018, iniciando-se a obra em
2019. A duração prevista para a construção das duas novas linhas, que decorrerá
parcialmente em simultâneo, é de três anos.