Política

Edição n.º 10 do Jornal Porto. começa hoje a ser distribuída pela cidade

A 10.ª edição do Jornal Porto. está lançada. A distribuição gratuita iniciou hoje e vai assegurar a cobertura de toda a cidade. Entre os principais destaques, saiba tudo sobre os concursos públicos para ocupação dos espaços livres no Mercado do Bolhão, fique a par das grandes opções da proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e leia a entrevista a Daniel Ramos Pires, nome indissociável dos Maus Hábitos e do circuito cultural do Porto.

O número 10 da publicação da Câmara do Porto, a primeira em plena pandemia, traça o cenário de uma cidade que, apesar da crise, se reinventa e continua a apostar no investimento, como forma de superação, refletida em obras como a do Matadouro de Campanhã ou do Ramal da Alfândega, que será reativado ao fim de mais de 30 anos de abandono.

Numa altura em que o contexto epidemiológico se agrava a nível global, o Município do Porto mantém-se vigilante, reforçou as medidas preventivas e lançou uma nova campanha de mupis, em que alerta para a necessidade do cumprimento rigoroso das regras individuais.  

Disponível também em formato digital, o jornal continua a apresentar uma seleção das principais iniciativas do Município do Porto para as áreas do Ambiente, Urbanismo, Economia, Coesão Social, Educação, Mobilidade, Cultura, Desporto e Turismo.

São 24 páginas que dão conta dos projetos e programas de uma cidade comprometida com a sustentabilidade, que arrisca inovar e ser pioneira na redução da pegada carbónica; que narram histórias, na primeira pessoa, de felizes regressos às origens, no âmbito do programa municipal de arrendamento acessível; ou que apresentam a cidade do futuro na próxima década, projetada no novo PDM, documento que coloca as questões ambientais e a habitação no centro de uma estratégia a longo prazo, atualmente em fase de discussão pública.

Esta é também uma edição que não escamoteia as dificuldades que, no início do ano, seriam inimagináveis de prever. Vicissitudes espelhadas nas entrevistas a Daniel Ramos Pires, do Maus Hábitos, e ao consórcio Círculo de Cristal, que gere e explora o Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, e que refletem apenas um dos ângulos de uma crise transversal a todos os setores de atividade.

Um jornal que dá conta da "injeção" de 100 milhões de euros no orçamento municipal para enfrentar a crise, só possível graças a um saldo de gerência de 2019, que atingiu a cifra dos 97,7 milhões de euros. E que noticia os preparativos em curso para a reabertura do Mercado do Bolhão restaurado, com os seus comerciantes, históricos vendedores que se mesclam com sangue novo.

À 10.ª edição, a publicação é igualmente feita de esperança. Há bairros que continuam em reabilitação profunda, outros que recebem obras manutenção preventiva, um serviço de mediação intercultural que inaugura este mês e uma unidade amovível para o consumo vigiado que está a ser ultimada.

O leitor fica também a saber que há escolas mais capacitadas para enfrentar os condicionalismos ditados pela pandemia, com uma verba adicional de 100 mil euros atribuída pela Câmara do Porto. Projetos como o "Desporto no Bairro" que, através do breaking, têm o condão de fazer com que crianças e jovens descubram novos talentos e se deixem influenciar positivamente por uma expressão cultural que grassa no meio urbano e que em 2024 será modalidade olímpica. Ou que há equipamentos, como é o caso da Fonoteca Municipal do Porto, recentemente inaugurada em Campanhã, que pode ser visitada mediante marcação prévia.

Na agenda cultural, partilham-se alguns dos programas e espetáculos que chegam ao Teatro Municipal do Porto, seguindo o cumprimento rigoroso das medidas preventivas e, anuncia-se, a abertura ao público de uma estação museológica do Museu da Cidade.

A descentralização é ainda um dos temas abordado nesta edição. Nas palavras do presidente da Câmara do Porto o processo tem sido mal conduzido, o que resulta numa descentralização "envenenada" e "suborçamentada". Não por acaso, Executivo Municipal e Assembleia Municipal voltaram a recusar a transferência de competências para 2021. Tal como a TAP, matéria incontornável deste jornal, dado o "abandono" a que foi votado o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, situação que Rui Moreira contesta.

O caminho aberto para a resolução do problema da VCI é, felizmente, um bom exemplo no diálogo entre a autarquia e o Governo. Depois de Rui Moreira ter forçado a recolocação do debate na agenda pública, o Executivo de António Costa aceitou estudar, com os autarcas servidos pela Via de Cintura Interna, resoluções eficazes para o problema.

O jornal Porto. n.º 10 tem uma tiragem de 180.000 exemplares, complementada com uma versão online.