Sociedade

Município tem operacionais um conjunto de respostas reforçadas para neutralizar a evolução da Covid-19

O Município do Porto tem disponíveis um conjunto de respostas, articuladas com a Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto e com as autoridades de saúde, para acompanhar a segunda vaga da pandemia. O Governo já acolheu a proposta de Rui Moreira para que a Pousada da Juventude integre o plano coordenado a nível distrital, uma vez que os hospitais reiteraram à Câmara que não há necessidade de reativar o hospital de campanha. Nesta segunda-feira, o Executivo Municipal aprovou ainda ceder a Escola Básica António Aroso à ARS Norte, por um período de seis meses.

Na sequência da carta que o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, enviou ao presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, Marco Martins, as respostas estão, à data de hoje, perfeitamente articuladas entre o Município, Comissão, e ainda com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).

Quanto ao hospital de campanha, que esteve montado durante cerca de um mês no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, entre abril e maio, a Câmara do Porto questionou os dois centros hospitalares da cidade (Santo António e São João) se entendiam necessária a reativação de estrutura, mas do lado dos gestores das duas administrações foi reiterado que não. O hospital de campanha, que seria sempre uma extensão dos hospitais, porque a autarquia não tem a capacidade de gestão hospitalar, é hoje uma resposta dispensável pelas unidades hospitalares.

Ainda assim, Rui Moreira propôs, como de resto já tinha deixado claro no ofício enviado ao autarca de Gondomar (que preside à Proteção Civil distrital), que o Município identificava a Pousada de Juventude como estrutura de retaguarda para receber pessoas com teste negativo, que tivessem de ser separadas de outras, dentro do mesmo núcleo familiar ou instituição, que testassem positivo à infeção pelo novo coronavírus.

Essa proposta foi agora acolhida pelo Ministério da Saúde, estando pronta a ser operacionalizada. Para manter a estrutura, o Município do Porto está disponível a apoiar com uma verba mensal de 50 mil euros.

Por outro lado, a nível distrital, fica em funcionamento, ainda esta semana, para casos positivos, o Seminário Bom Pastor, equipamento da Diocese do Porto em Ermesinde, que assumirá o papel de centro de retaguarda, no fundo um hospital de campanha do distrito que atende às necessidades dos hospitais. O espaço vai ter 50 camas numa primeira fase e pode aumentar a capacidade até às 80 camas.

Regressando às medidas de carácter estritamente municipal, de referir ainda que, ao dia de ontem, o Executivo Municipal deliberou, por unanimidade, ceder a Escola EB1 António Aroso à ARS Norte, por um período de seis meses. O estabelecimento de ensino foi solicitado à Câmara do Porto pelo ACeS Porto Ocidental (Agrupamento de Centros de Saúde), que informou a autarquia que tem vindo a debater-se com falta de espaço para o alargamento da capacidade de resposta da sua Área Dedicada aos Doentes Respiratórios.

O período de cedência gratuita pode vir a ser prolongado caso a situação epidemiológica persista.