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Mulheres ultrapassam – e muito – o número de homens dirigentes na Câmara do Porto

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Os dados são os mais recentes: 65 cargos de chefia no Município são, atualmente, ocupados por mulheres. A informação foi prestada hoje pela vereadora com o pelouro dos Recursos Humanos da Câmara do Porto, Catarina Araújo, que realçou a certeza de que “promover a igualdade de género no trabalho e na política não é só a coisa mais certa a fazer, mas é, sobretudo, a mais inteligente, porque a presença das mulheres é cada vez mais significativa para o crescimento económico e para o desenvolvimento social”.

Ainda são mais homens a trabalhar no Município. Mas são elas que têm mais doutoramentos (61,54%), mais mestrados (63,60%), e mais licenciaturas (59,39%). E mesmo que outras realidades mostrem que, nem sempre mais formação equivalha a mais cargos de chefia, “não é assim no Município do Porto”, refere Catarina Araújo.

“Além de termos mulheres com graus de escolaridade mais elevado, temos também mais mulheres na chefia”, conclui o Relatório de Representatividade do Género do Município que apresenta as contas: 64,4%. São mais chefes de unidades orgânicas, mais chefes de divisão, mais diretoras de departamento.

Os números foram apresentados no seguimento da proposta trazida à reunião, coincidente com o Dia Internacional da Mulher, pelo Partido Socialista e que fez, por voto unânime, a Câmara do Porto expressar “a sua solidariedade ativa com a construção da igualdade entre mulheres e homens, reafirmar o seu compromisso com políticas municipais que a promovam e saudar as mulheres portuguesas e portuenses na sua luta pela igualdade”.

A propósito de políticas municipais pela igualdade, a vereadora Catarina Araújo lembrou duas das mais recentes: a aprovação do Código de Boa Conduta para a Prevenção do Combate ao Assédio, e também a certificação do Município quanto à Norma de Conciliação da vida profissional, familiar e pessoal.

Admitindo que nenhuma das questões é exclusiva às mulheres, Catarina Araújo lembrou que, em todos os quadrantes, "continuam a ser as mais penalizadas” e que deve ser “comprometimento de todos a criação de um ambiente organizacional saudável”.

A vereadora referiu, ainda, a necessidade da igualdade de oportunidades, mas que sejam também dadas as condições para que as mulheres tomem as suas opções “e que não se resignem a estar 'subencaixadas' num determinado papel pré-definido”. “Discutir a representação ou subrepresentação feminina na liderança, ou ainda na política, é importante, mas só faz sentido se tivermos mulheres que queiram e que digam que o querem”, afirmou Catarina Araújo.

Em Dia Internacional da Mulher, e porque muitas marcam – fisicamente – presença diária na Câmara Municipal, foram distribuídas flores pelas trabalhadoras.