Sociedade

Jaguar: uma peça de dança e um teatro de marionetas

DR

A definição da performance que sobe ao palco do auditório do Teatro Campo Alegre, no dia 24 de outubro, pelas 19 horas denomina-se "Jaguar", mas esta denominação pode estender-se por diversas interpretações; Marlene Monteiro Freitas e Andreas Merk encenam uma peça de dança e um teatro de marionetas; deixam-se acionar e acionam extensões humanas, individualizadas em palco, mas exteriorizadas para serem identificadas como universais. 

"Jaguar é um excerto, uma cena de caça ou uma cena de caça assombrada", Marlene Monteiro Freitas.

Marlene Monteiro Freitas nasceu em Cabo Verde, onde cofundou o grupo de dança Compass. Parte para Bruxelas, onde estuda na Escola Superior de Dança e, depois em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Já trabalhou com Emmanuelle Huynh, Loïc Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz, entre outros.

De sua autoria são as peças "Bacantes - Prelúdio para uma Purga" (2017), "Jaguar" com a colaboração de Andreas Merk (2015), "de marfim e carne - as estátuas também sofrem" (2014), "Paraíso - colecção privada" (2012-13), "(M)imosa" com Trajal Harrell, François Chaignaud e Cecilia Bengolea (2011), "Guintche" (2010), "A Seriedade do Animal" (2009-10), "A Improbabilidade da Certeza" (2006),"Larvar" (2006) e "Primeira Impressão" (2005).

A peça "Jaguar" foi distinguida, em 2017, com o prémio de melhor coreografia pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

Em 2018, a Bienal de Veneza atribuiu a Marlene o Leão de Prata na categoria de Dança. É cofundadora da P.OR.K, estrutura de produção sediada em Lisboa.