Inovação

Investimento de 5 milhões em startup do Porto vai para internacionalização e duplicação da equipa

  • Cláudia Brandão

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“Um ano de trabalho duro, três meses no mercado e há pouco tempo nas notícias”, assim resume a Coverflex o seu próprio trajeto. A startup nascida na UPTEC, o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, disponibiliza uma solução que permite às empresas reduzirem os custos e maximizarem o potencial de rendimento dos seus colaboradores, e acaba de levantar um investimento de cinco milhões de euros. Os fundadores garantem que o valor já tem destino: a expansão para o mercado espanhol e a duplicação da equipa até ao final do ano.

O projeto é tão recente que a própria ronda de investimento é chamada de pre-seed (pré-semente, o primeiro estágio de desenvolvimento de uma startup). Segundo os fundadores, será mesmo “a maior pre-seed de sempre em Portugal”.

Lançada em janeiro, a solução é descrita pela empresa como “uma compensação como um serviço” e permite que os empregadores concebam, operacionalizem e personalizem compensações como seguros de saúde, subsídios de refeição, benefícios sociais e descontos de acordo com cada colaborador. Um dos objetivos é “mudar a forma como empresas e trabalhadores lidam com as compensações para lá do salário”, assim como “aumentar a retenção das equipas”, explica o Dinheiro Vivo, citando o comunicado da Coverflex.

Desta forma, “os trabalhadores poderão aceder a estes descontos, conforme as suas necessidades, através de um cartão Visa, uma aplicação e a orçamentos e opções definidos pela empresa”. Para as empresas, as mais-valias chegam em poupança de custos e “benefícios fiscalmente eficientes", refere o comunicado.

Ao Expresso, um dos fundadores da startup, Miguel Santo Amaro, explica que “a existência de múltiplos prestadores de compensação, a falta de transparência, de informação fiável e de flexibilidade” não satisfaz “as necessidades do mercado de trabalho moderno”.

Já com mais de 150 clientes e mais de três mil utilizadores, o investimento agora levantado, além de ajudar a empresa a crescer no mercado nacional e a melhorar a experiência de utilização da plataforma, permite passar à ação quanto à expansão internacional, com o mercado espanhol já à espreita ainda este ano.

Com estas metas no horizonte, assim como a necessidade de encontrar uma solução que possa ser utilizada tanto por grandes como pequenas e médias empresas, a Coverflex admite aumentar a equipa também em 2021, contratando mais 30 pessoas, essencialmente para as áreas de produto, engenharia e design.

A liderar um grupo de investidores que incluiu o Fundo 200M - fundo de capital público de risco gerido pela PME Investimentos, que pretende atrair investidores privados nacionais e internacionais para as startups portuguesas – e outros investidores locais, esteve a sociedade francesa de capital de risco Breega, com o fundador a assumir um lugar na direção da Coverflex.

“A Coverflex vai ser um ‘game changer’”, afirma Ben Marrel no comunicado, acrescentando que o Breega não queria “perder a oportunidade de apoiar um produto tão revolucionário, especialmente num campo problemático que se tornou tão importante após um ano como o de 2020”. No ano passado, a Coverflex integrou a lista das 30 melhores startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, pelo Portugal Fintechs.