Cultura

Há jazz para ouvir no Parque de Serralves este domingo

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No ano em
que o Jazz no Parque chega à sua 25ª edição, a data foi comemorada com uma
dedicação especial à "prata da casa". Foram sempre dois, não apenas um, os
concertos deste ciclo em 2016, que encerram no próximo domingo, 17 de julho, com
início às 18 horas.


A fechar o
ciclo será apresentado o grupo-revelação do jazz português, formado por jovens
músicos da Beira Interior com atividade, sobretudo, no domínio da música
erudita. Os Slow is Possible tocam um jazz cinematográfico que, por vezes, nos
remete para a escrita de John Zorn destinada ao grande ecrã. O septeto vai
apresentar um projeto especialmente criado para Serralves, com inspiração num
poema de Charles Bukowski, "The Genius of the Crowd". Parte de um tema
incluído no seu disco homónimo de estreia, "Chasin' Bukowski", para
terminar com o inédito "Catchin' Bukowski".


Segue-se os Red
Trio & Raoul Bjorkenheim (Portugal / Finlândia). Um dos mais
internacionalmente aclamados projetos portugueses no âmbito do jazz, o Red Trio
apresenta-se na sua versão elétrica, substituindo os habituais piano de cauda e
contrabaixo por um Fender Rhodes, um MiniMoog, eletrónica e baixo elétrico. Com
este formato, o grupo de Rodrigo Pinheiro, Hernâni Faustino e Gabriel
Ferrandini ganha uma dimensão mais "groovy" que o aproxima do rock.


Essa
orientação é acentuada pelo seu convidado, o guitarrista finlandês Raoul
Bjorkenheim, conhecido pelo trabalho que desenvolveu com os Krakatau, gravando
para a ECM, e com o Scorch Trio (Rune Grammofon), formado com Ingebrigt
Haker-Flaten e Paal Nilssen-Love (agora rebatizado apenas como Scorch, com as
entradas de Frank Rosaly e Mars Williams). Bjorkenheim sucede-se assim a outros
"special guests" do Red Trio, como John Butcher e Nate Wooley, naquele que
promete ser o início (é a primeira vez que tocam juntos) de um novo capítulo no
seu percurso.


 


+Info:
Fundação de Serralves