Economia

Do Porto parte a inspiração para um Portugal económico mais pujante

  • Paulo Alexandre Neves

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Do passado se faz a História, do presente os números que elevam, atualmente, o Porto a uma das cidades portuguesas mais pujantes, em termos económicos. Para o historiador Joel Cleto, "o Porto não podia ter nascido noutro sítio", para o vereador da Economia, Emprego e Empreendedorismo, hoje, "a cidade pode ser uma alavanca, um fator motivacional para que a economia aqui floresça". De tudo isto se falou na conferência "Portugal Inspirador", que decorreu, esta terça-feira, no Pólo Zero.

Subordinada ao tema "Internacionalização", Ricardo Valente destacou, na sessão de abertura, que "a Câmara não tem um papel dirigista, não vai comandar o que pretende a economia". Nesse sentido, disse, "o grande desiderato foi uma enorme retransformação que a cidade teve, do ponto de vista económico".

O vereador da Economia lembrou que o Porto é, atualmente, a cidade do país com maior número de patentes e de startups. "Hoje, temos empresas que já exportam 20% daquilo que produzem. Em 2013, tinha um valor de exportação que era inferior a 4%. Multiplicamos por cinco [o nível de exportações]”, disse.

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As exportações representam, nesta região, três mil milhões de euros, em volume de negócios. Perto de 2800 empresas são exportadoras, "50% das quais tem um peso das exportações na sua faturação superior a 70%". "Temos um tecido empresarial na cidade que já é iminentemente exportador", acrescentou.

Mas o presente faz-se também, como recordou Ricardo Valente, com "o legado das grandes empresas que sempre existiram no Porto", dando como exemplo o "compromisso do Grupo Mota Engil" em Campanhã, com a construção do M-ODU (antigo Matadouro Municipal).

Temos um tecido empresarial na cidade que já é iminentemente exportador

"Hoje temos uma economia pujante, criamos riqueza. O país tem de deixar estar contra as empresas, contra o sucesso, perseguir a prosperidade", concluiu o vereador da Economia.

Candidaturas ao Prémio Portugal Inspirador até 31 de julho

A conferência prosseguiu com dois painéis: "Horizontes Globais", com a presença do arqueólogo e historiador Joel Cleto, e "Expandindo Fronteiras: Internacionalização da Economia e Exportação", com a participação de Helena Lampreia, Head of International Desk do Santander, Matilde Vasconcelos, CEO da Trot & Trotinete, Paulo Vaz, vice-presidente executivo da AEP, e Rui Fazenda, CEO da Gislótica. Os debates foram moderados por jornalistas da CMTV. A conferência passa hoje no canal do Grupo Medialivre.

Organizado pelo Grupo Medialivre, que integra o Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios, o Prémio Santander "Portugal Inspirador" visa reconhecer e dar visibilidade às empresas que atuam em território nacional e que se destacam pela sua capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, potenciar o desenvolvimento económico e que mais contribuem globalmente para o crescimento da economia nacional.

As candidaturas decorrem até dia 31 de julho. Para além das grandes e das pequenas e médias empresas, esta segunda edição apresenta como grande novidade, uma categoria que vai premiar startups e scaleups fundadas no máximo há cinco anos na área da sustentabilidade. Serão também distinguidas cinco personalidades do ano, uma por categoria.