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Crónica de um jogging mágico pelo Porto, segundo o britânico The Guardian

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Miguel Nogueira

As primeiras corridas num local desconhecido são sempre
memoráveis. É desta forma que começa um artigo publicado no jornal britânico TheGuardian, em que o autor conta como foi "a primeira vez" no Porto: recém-chegado,
resolveu fazer jogging. Saiu para as ruas empedradas da Baixa e... perdeu-se. A
partir daí, encontrou "magia".


Oliver Balch é escritor e blogger, costuma escrever sobre
viagens e transporta a descoberta da cidade para uma crónica inspirada. O
testemunho é de quem, a correr, absorve as impressões vívidas de tudo o que lhe
é apresentado "numa sequência cinematográfica" em estreia absoluta.


Por 60 minutos, escreve num estilo próprio, "o mundo
transformou-se em algo palpitante", com o céu "ainda mais azul do que poderia
imaginar". Como que alheia à pressa do movimento, a paisagem urbana "clamava
por atenção", com as ruas "a declararem a sua estreiteza" ou as margens do rio "a
proclamarem a sua inclinação".


"Passada uma semana, ainda consigo fechar os olhos e
reconstituir o meu trajeto da linha de partida à linha de chegada, cada passo" -
diz o autor, que cristalizou imagens como o "primeiro vislumbre do magnífico
Palácio de Cristal, à medida que espreitava de uma arriba lá no alto"; pescadores
citadinos "que preguiçam em torno de canas e caixas de pesca"; seniores "que
jogam cartas e sorriem"; o "chef de avental que cozinha sardinhas frescas num
grelhador à beira da estrada". Lembra a "fileira de palmeiras organizadas, o
farol que recebe as vagas do Atlântico, as aves marinhas nos baixios, as casas
na frente ribeirinha com as varandas estendidas ao horizonte".


Oliver Balch, que afirma
sentir "ainda agora as margens do Douro" a chamá-lo de volta, socorre-se da ciência para expor os motivos por que uma primeira corrida num lugar desconhecido é uma experiência irrepetível, Resolveu fazê-lo dando o Porto como exemplo.