Desporto

Clubes e associações da cidade deixam de pagar para utilizar equipamentos desportivos municipais

Filipa Brito

A medida, que vai vigorar pelo menos até final do ano, sendo depois reavaliada em função da evolução da pandemia, vai abranger 25 clubes da cidade, num total de 11 modalidades. A isenção vai ser aplicada em 12 equipamentos da rede municipal de pavilhões e grandes campos.

Consciente das dificuldades que os clubes desportivos locais atravessam neste período de pandemia, o Município do Porto decidiu isentar de taxas todos os clubes e associações que utilizam os equipamentos desportivos municipais.

Esta medida extraordinária, que vai vigorar pelo menos até final deste ano, terá um impacto superior a 50 mil euros, sendo reavaliada após este período.

Serão beneficiados por esta medida um total de 25 clubes, como é o caso, por exemplo, do Académico Futebol Clube, do Centro de Atletismo do Porto, do Clube Desportivo de Portugal, da Escola de Rugby do Porto, do Grupo Desportivo do Viso, do Núcleo Desportivo do Bairro do Bom Pastor, do Ramaldense Futebol Clube ou do Sport Comércio e Salgueiros, entre outros.

Esta isenção vai abranger 11 modalidades (atletismo, badminton, basquetebol, futebol, futsal, karaté, kendo, kickboxing, rugby e voleibol) e estender-se a 12 equipamentos da rede desportiva municipal, nomeadamente, os pavilhões Fontes Pereira de Melo, Irene Lisboa, Lagarteiro, Leonardo Coimbra, Nicolau Nasoni, Pêro Vaz de Caminha e Viso, o Parque Desportivo de Ramalde, o Polidesportivo dos Choupos, o Campo Sintético do Viso, o Campo da FADEUP e o Estádio Universitário do Porto.

"Perante todas as adversidades provocadas pela pandemia, esta é mais uma forma do Município do Porto apoiar o desporto e incentivar os clubes e associações locais a não pararem e a não desistirem da sua atividade. As coletividades desportivas têm um papel fundamental, porque geram sinergias em todas as áreas da sociedade, envolvendo milhares de crianças e jovens. Não podemos deixar que o desporto pare, até porque os danos, por exemplo ao nível da saúde física e mental, seriam irreversíveis", alerta Catarina Araújo, vereadora responsável pelo Pelouro da Juventude e Desporto da Câmara do Porto.

A par desta medida excecional, o Município do Porto continuará a comparticipar, de forma integral, a inscrição dos atletas dos escalões de formação dos clubes da cidade. Ao abrigo destes contratos-programa, foram abrangidos 37 clubes e um total de 4.873 atletas, num investimento que ultrapassou os 102 mil euros em 2019.

Paralelamente, a autarquia suporta na totalidade os custos com a realização dos exames médico-desportivos obrigatórios. Em média, usufruem anualmente deste apoio mais de 1.000 atletas dos escalões de formação.