Cultura

Cinema Batalha inaugura a 4 de março novo ciclo de "Um Objeto e Seus Discursos por Semana"

Filipa Brito

Está de
regresso a 4 de março o ciclo de debates semanais que se propõe a refletir e
dar a conhecer o património da cidade. Até 2 de dezembro, 93 convidados vão
passar pelas 31 sessões de "Um Objeto e Seus Discurso por Semana". A primeira é
no Cinema Batalha.

O Cinema Batalha será o ponto de partida para o quarto capítulo
de "Um Objeto e Seus Discursos por Semana", ciclo de conversas organizado pela
Câmara do Porto em torno do património material e imaterial da cidade, que este
ano terá início a 4 de março.

O ciclo lançado em 2014 voltará a acontecer todos os sábados,
sempre às 18h00, apresentando 31 sessões e 93 convidados até ao dia 2 de
dezembro.

Tal como aconteceu nas suas anteriores edições, a iniciativa vai
percorrer os mais diversos, e por vezes, inusitados espaços da cidade, entrando
em museus, bibliotecas, quintas, palacetes, hotéis e hospitais, mas também em cemitérios,
torres, sinagogas e até num farol.

Os mais de 90 convidados, de
todos quadrantes sociais e áreas do saber, ajudarão a debater e descobrir as histórias
por detrás de cada objeto, numa permanente viagem pelo passado e o presente da
cidade.

Os objetos serão, também eles,
os mais diversos, alguns mais incomuns e inacessíveis do que outros, mas todos
eles com importância cultural, histórica, arquitetónica, paisagística, arqueológica,
científica ou até mitológica para integrarem mais este ciclo. A lista é extensa
e inclui desde um cachimbo do poeta António Nobre a um esqueleto de baleia.

A primeira sessão, no dia 4 de março, será sobre o histórico Batalha,
edifício que a Câmara do Porto já anunciou que vai recuperar colocar de novo ao
serviço da produção cultural da Invicta, após anos de abandono.

Nesta sessão inaugural, que terá entrada livre, o presidente da
Câmara do Porto, Rui Moreira, convida o
arquiteto Alexandre Alves Costa a percorrer os corredores do antigo cinema e
chama à conversa Sara Antónia Matos, diretora do Atelier-Museu de Júlio Pomar,
artista convidado a refazer os marcantes frescos no interior do cinema que a
PIDE mandou destruir em 1948.


Veja aqui a programação completa.