Mobilidade

Cidade quer ter 50 km de ciclovias até ao final do ano e os trabalhos já decorrem

O Município do Porto quer ter 50 quilómetros (km) de ciclovias até ao final de 2020 e as pinturas no pavimento avançam tendo essa meta no horizonte. Atualmente, a rede conta com 15 km, mas falta ainda interligar mais 35 para cumprir o objetivo expresso no plano de resgate do espaço público, anunciado por Rui Moreira, no final de maio.

As ciclovias da cidade vão passar a estar ligadas em rede, o que significa que será possível atravessar o Porto de bicicleta de uma ponta à outra. O objetivo para 2020 é concluir a grande maioria dessas ligações, fundamentais para criar uma malha estrutural também para futuras expansões.

A operação é relativamente simples, pois basta avançar com marcações e pinturas no pavimento, referiu recentemente a vereadora do Pelouro dos Transportes, Cristina Pimentel, aquando do anúncio do plano de resgate do espaço público. "É dar continuidade à ligação de todos os troços que não estavam ligados e incluir a ramificação de outros", referiu.

O diretor municipal de Mobilidade e Transportes, Manuel Paulo Teixeira, reforça que "a cadência é muito rápida e o investimento praticamente inócuo, porque as ciclovias já existem. Operacionaliza-se fundamentalmente com sinalização rodoviária e sem obra", como de resto já acontece na zona da Boavista, na ciclovia que atravessa a Rua de Gonçalo Sampaio.

As intervenções, em fase de execução, foram precedidas de um levantamento do "estado da arte", de modo a aferir, em cada local, qual a solução mais adequada. De acordo com o responsável municipal, existem duas possibilidades: ciclovias segregadas do trânsito automóvel, de que são exemplo as que foram criadas nas avenidas atlânticas, ou ciclovias partilhadas com outros meios de transporte. Neste segundo caso, é necessário recorrer ao suporte da sinalização rodoviária, quer através da criação de zonas de paragem e/ou descanso à frente dos automóveis, denominadas bike boxes, e de marcações no pavimento.

A acompanhar esta aposta, o Município do Porto vai disponibilizar 130 lugares de aparcamento para bicicletas em parques vigiados, "que poderão duplicar ou triplicar" à medida das necessidades, acrescenta a vereadora.

Atualmente, a cidade já dispõe de 72 bicicletários na via pública, com capacidade para 521 lugares de aparcamento.

A medida preconiza a aposta do Executivo Municipal na sustentabilidade e também vai ao encontro de uma mobilidade urbana mais verde, que contribua para a descarbonização e para o cumprimento da meta de redução de 50% das emissões de CO2 até 2030, a que a cidade se propôs.