Cultura

Capicua, André Tentúgal e Nuno Artur Silva levam hoje a Utopia à Feira do Livro

João Queirós

"A relação entre a palavra escrita e cantada" é o ponto de partida das sessões de Spoken Word da Feira do Livro do Porto 2018, que está de regresso até 23 de setembro, com o cantautor José Mário Branco como a

figura de destaque desta edição.

Para celebrar o tema aglutinador da Feira - a ideia de rebelião e de transformação na sociedade - são propostos temas transversais como a utopia, a revolta, o amor e a melancolia, os quais serão debatidos nas quatro sessões de Spoken Word a iniciar nesta noite e a prosseguir nos dias 15, 21 e 22. Usando cada uma daquelas palavras como ponto de partida, vários intérpretes (escritores, músicos, artistas visuais, cineastas, atores) foram desafiados por Anabela Mota Ribeiro a fazer uma viagem, esculpir a palavra de diferentes maneiras, revisitar o universo de autores como Chico Buarque, Jacques Brel, Leonard Cohen, Bob Dylan, Stevie Wonder e vários outros poetas e escritores.

A partir das 21,30 horas de hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Capicua, rapper e socióloga, André Tentúgal, mentor de projetos musicais e realizador, e Nuno Artur Silva, escritor, vão declinar "alguma coisa difícil de encontrar, mas boa de procurar".

Depois, é com Selma Uamusse, Kalaf Epalanga e Miguel Januário (MAISMENOS) que o ciclo de spoken word continua, no dia 15 de setembro, sendo então a "inquietação do agora" que dará o mote para falar da inquietação da revolta.

No dia 21, debatem-se os "escritos do amor", na Capela de Carlos Alberto, com Sónia Baptista, Eduardo Raon e Raquel Melgue, enquanto na derradeira sessão falar-se-á da melancolia com Sara Carinhas, Nuno Rodrigues e Cláudia Varejão, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.