Sociedade

Câmara do Porto já ajudou a criar cinco mil postos de trabalho com política de atração de investimento

A Câmara do Porto aprovou ontem as contas de 2015, que
revelam uma execução orçamental próxima dos 80% e uma redução de 8% no
endividamento. As boas contas da autarquia foram aprovadas em reunião de
executivo, indicando também que o município paga aos seus fornecedores em
apenas seis dias.


O relatório das contas municipais ontem aprovado mostra que
a Câmara do Porto consegue, graças à sua política orçamental e de gestão,
possuir neste momento saldo suficiente para lançar grandes projetos, como o da
requalificação do Mercado do Bolhão, cujas primeiras obras de infraestrutura se
iniciam este verão, ou o Matadouro, que hoje será apresentado em Campanhã. No
total, estes dois projetos representam investimentos da ordem dos 37 milhões de
euros, saldo que a autarquia possui neste momento e que lhe permite avançar,
sem dependência externa, para a sua concretização.


Os números, que revelam também um forte investimento na área
social, onde se destacam as obras de requalificação e melhoramento das
habitações municipais e o fundo de solidariedade, que tem apoiados centenas de
famílias carenciadas no Porto, mostram também que o Porto está a conseguir
atrair investimento.


MAIS DE 130 REUNIÕES
COM INVESTIDORES


Em 2015, a Câmara do Porto centrou a sua atuação na criação
de um ecossistema e um ambiente de negócios mais competitivo, favorável à
dinamização empresarial e à atração de investimento para a cidade do Porto.


A maior parte das ações nesta matéria passou por diplomacia
económica, muitas vezes liderada pelo próprio presidente da Câmara em visitas
internacionais e na receção, no Porto, de investidores, mas também pelo
gabinete InvestPorto, criado por Rui Moreira para agilizar este processo.
Muitas das empresas que se interessaram pela cidade são de áreas tecnológicas e
de inovação.


Neste âmbito, foram realizadas mais de 130 reuniões com
investidores e outros agentes económicos nacionais e internacionais, com vista
à redução de custos de contexto e à facilitação e simplificação de procedimentos
tendentes à instalação de novos negócio ou empresas.


No âmbito da articulação interinstitucional, foi
operacionalizada uma rede de parcerias através de 31 protocolos de cooperação
com agentes económicos e instituições nacionais e internacionais que
representam mais de 13.000 associados, incluindo mais de 12.000 empresas
(associações empresariais, pólos de competitividade e clusters), universidades
e centros de investigação e desenvolvimento, câmaras de comércio e organismos
públicos de referência no apoio à atividade empresarial e à atração de
investimento.


42 PROJETOS DE
INVESTIMENTO APOIADOS


No apoio ao investidor, e mais especificamente na atividade
de angariação de investimento, foram apresentadas 50 propostas de localização
empresarial a potenciais investidores. No leque de serviços direcionados ao
investidor, foram apoiados 42 projetos de investimento, 22 dos quais internacionais,
que poderão contribuir para a criação de mais de 5.000 postos de trabalho
diretos, em setores de atividade diversos, maioritariamente concentrados nos serviços
partilhados de alto valor acrescentado, TIC, imobiliário, turismo e
agroindustrial.


No âmbito da projeção internacional da cidade do Porto, destaca-se
o apoio à realização de seis missões a mercados internacionais estratégicos e
ao acolhimento de cinco missões internacionais, bem como à promoção de 11
outros eventos internacionais, com o objetivo de afirmar internacionalmente a
imagem da cidade como destino favorável à atração de investimento e ao
acolhimento empresarial.


Numa outra vertente mais focalizada na Business Intelligence,
desenvolveram-se novos canais de acesso a fontes de informação relevantes de
apoio à tomada de decisão do investidor.


CDU CRITICA EXECUÇÃO ORÇAMENTAL


Durante a discussão do tema, o vereador Pedro Carvalho, da CDU, criticou os quase 80% de execução orçamental. Mas, Rui Moreira, demonstrou que, face ao quadro legal atual, esse valor é até elevado, quando comparado com os valores apresentados, por exemplo, por concelhos como os de Évora ou Setúbal.