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Destaques

Mohamed El Khatib apresenta a arte do teatro pelas ações do quotidiano
26-11-2018

Finir en Beauté e C'est la Vie serão apresentados no Palco do Auditório do Campo Alegre, nos dias 6 e 7 de dezembro, pelas 20,30 e com sessão dupla também às 21,30 na sexta.


O encenador e escritor, Mohamed El Khatib (1980, Beaugency) trabalha a arte do teatro de forma transversal com outras disciplinas, tais como as artes visuais, cinema, dança e médias digitais. O seu objetivo é verificar a ligação existente entre as diversas áreas.

Partindo da premissa que a estética nunca está desvinculada de uma leitura política, fundou o coletivo Zirlib. O seu trabalho em palco inclui episódios do quotidiano que tentam encontrar formas de expressão pela arte.

Para elaborar o espetáculo "Finir en Beauté", que aborda a morte da sua mãe, Mohamed El Khatib apresenta-se sozinho em palco e faz dos últimos anos de vida da sua mãe um espetáculo (a mãe faleceu inesperadamente a 20 de fevereiro de 2012, quando nada o fazia prever).

Através da simplicidade das rotinas quotidianas que todos experimentamos, por meio de arquivos de áudio e vídeo, mensagens de telemóvel, e-mails, registos fotográficos, memórias, o autor decide reescrever a sua própria história e revisita o poder de um amor eterno, que, mesmo com a finitude do corpo, se prolonga no tempo, sem limites, ao invés de focar o espetáculo na ideia da morte.

Este trabalho alcançou o Grande Prémio de Literatura Dramática no Festival d'Avignon em 2015.

No seu projeto "C'est la vie", de 2017, o ato contra-natura da perda de um filho é o mote para tentar encontrar uma forma de atenuar a dor que nunca desaparece. Para tal, o encenador coloca em palco Daniel Kenigsberg, de 61 anos, e Fanny Cartel, de 37 anos; duas pessoas que partilham uma dor comum: ambos perderam os seus filhos há três anos, um rapaz de 25 anos e uma menina de 5 anos, respetivamente.

El Khatib cria como que um pequeno guia prático para a vida. Aproximando a ficção da realidade, esbatendo as barreiras entre o público e os intérpretes, na realidade mais cruel mas inevitável: a única certeza da vida é a morte.

Ver aqui para mais informações.