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Destaques

U.DREAM para "parar o tempo"
15-03-2015

Fazer "parar o tempo" para despertar consciências é o objetivo da campanha com fins solidários que, a partir deste domingo, será posta em prática no Porto pela U.DREAM, uma organização sem fins lucrativos composta por estudantes universitários. Sob o slogan "E se o tempo parasse? Paravas?", a iniciativa, que conta com o apoio da Câmara Municipal, da Metro do Porto e de várias faculdades, inclui um leque de ações de intervenção urbana, que decorrerão em diferentes pontos da cidade, ao longo das próximas duas semanas.


Para dia 21 está marcada uma espécie de "freeze": 150 pessoas vão parar todas ao mesmo tempo durante dois minutos. "Veremos qual é a reação das pessoas", conta Diogo Mendes, presidente da U.DREAM, acrescentando: "Acreditamos que podemos acordar a cidade do Porto e fazê-las acreditar na capacidade de nos ajudarmos uns aos outros".


A iniciativa culmina com um espetáculo que decorrerá na Exponor, a 28 de março. As verbas resultantes das vendas dos bilhetes serão usadas em prol de um dos grandes objetivos da organização - ajudar a concretizar os sonhos de crianças com problemas graves de saúde.


Fundada em agosto de 2013, graças à vontade de alguém que viveu um problema semelhante, a U.DREAM conta hoje com mais de 80 alunos de dez faculdades da Universidade do Porto.


Em ano e e meio, este projeto permitiu já a concretização de mais de 20 sonhos, graças a dois modelos de sustentabilidade desenvolvidos por ele: por um lado, as quotas pagas por empresas ou particulares que se tornam sócios da U.DREAM; por outro, a prestação de serviços de consultoria a entidades parceiras, que, em troca, lhes asseguram a realização de sonhos.


Só depois, após um acompanhamento de três meses, é posta em prática a concretização do sonho, que vai desde a possibilidade de as crianças conhecerem um dos seus ídolos a necessidades mais prementes. "Já tivemos um caso em que realizámos o sonho à criança e, passado um ano, o cancro voltou e a família ficou sem casa. Num mês conseguimos uma casa nova, remodelámos a casa toda em três dias e arranjámos uma empresa que patrocina mensalmente o pagamento da renda", recorda o presidente da U.DREAM.