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Tela gigante cobre o Cinema Batalha e conta a sua história enquanto a reabilitação decorre
26-06-2020
O Cinema Batalha tem, a partir de agora, uma tela gigante que cobre todo o edifício, que está a ser alvo de obras de requalificação. Além do objetivo de garantir um melhor isolamento das intervenções que decorrem no seu interior, o grande painel foi colocado com o intuito de chamar a atenção para "o novo Batalha", conceito de um novo projeto cultural abraçado pela Câmara do Porto, onde o cinema será novamente o protagonista de "uma longa metragem com final feliz", como reza a história contada de fio a pavio nos tapumes da obra. 

É precisamente esse um dos atrativos dos painéis que cobrem os tapumes da obra do Cinema Batalha, por enquanto oculto aos olhares de quem passa. Quando calcorrear esta zona da cidade, perca algum tempo aprofundando o seu conhecimento sobre um dos mais importantes equipamentos culturais da cidade. A cronologia atravessa os momentos mais marcantes da sua história, desde a inauguração da primeira sala de projeção, o Salão High Life, no início do século XX, até aos últimos anos em que foi votado ao abandono e em que a sua decadência o assemelhava ao 'Cinema Paradiso' portuense.

Era esse o "estado da arte" do Batalha quando Rui Moreira chegou à Câmara do Porto, em outubro de 2013. Ainda com o antigo vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva, começou no primeiro mandato a preparar um plano que o resgatasse do abandono a que estava votado há já muitos anos, depois de sucessivos projetos de aproveitamento do espaço - não para a sua original função - que falharam.

No início de 2017, o presidente da Câmara estava convicto de que o Batalha seria um "sonho cumprido". No entanto, depois de fechar um acordo com os proprietários do edifício, que não quiseram vender o imóvel ao Município, mas que o alugaram por um período de 25 anos, o projeto ficou cerca de dois anos parado no Tribunal de Contas, à espera de luz verde.

Neste período, o estado de conservação do edifício deteriorou-se de forma tão acelerada, que obrigou a uma reavaliação do projeto do arquiteto Alexandre Alves Costa e do Atelier 15 Arquitectura.

Feitas as contas, o atraso obrigou à duplicação do investimento para a requalificação do Cinema Batalha, que de pouco mais do que 2 milhões de euros passou para 3,95 milhões de euros.

As obras iniciaram no último trimestre do ano passado e, quando concluídas, devolverão à cidade o Cinema Batalha completamente renovado. A programação do equipamento vai centrar-se na promoção da sétima arte, enquadrada numa agenda cultural que se compromete a investir em todo o tipo de públicos.