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Destaques

Teatro Municipal anuncia nova estratégia para levar ao público programação mais intensa e vibrante
28-06-2018

Uma nova forma de comunicar com o público, incluindo alterações a nível da imagem e o lançamento de uma agenda-livro para guardar, são marcas da programação que o Teatro Municipal do Porto apresentou hoje. Nos próximos seis meses, Rivoli e Campo Alegre vão alargar a toda a região Norte a estratégia de atração de novos públicos, que passa também por apostar em duas frentes: a vinda de artistas e criadores estrangeiros ao Porto e a coprodução de espetáculos com artistas ou estruturas com base na cidade.


As novas programação e imagem do Teatro Municipal do Porto (TMP) só serão completamente reveladas numa festa marcada para 6 de setembro, mas os destaques foram já hoje apresentados, no Rivoli, e sintetizam "uma programação intensa e vibrante que esta temporada nos irá oferecer", como apontou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.


Desde logo, a primeira novidade é a reorganização dos eventos em dois períodos (setembro/fevereiro e março/julho) e a diminuição substancial dos múltiplos suportes de papel (flyers, folhas de sala, agenda, etc.), já que a informação mais imediata terá como suporte privilegiado o digital, nomeadamente uma aplicação para smartphone e o site do TMP.


Paralelamente, está a ser criada uma agenda-livro que incluirá entrevistas e outros formatos de informação, servindo para guardar e consultar ao longo do tempo.


A reformulação da imagem foi entregue ao estúdio de Eduardo Aires (responsável pela criação da marca "Porto." que comunica o universo municipal portuense) e vai conferir maior identidade a tudo o que se vai passar no Teatro Rivoli, por um lado, e no Teatro Campo Alegre, por outro.


No conjunto, a programação a apresentar ao detalhe em setembro incluirá 63 espetáculos, num total de 120 apresentações, sendo que 14 deles são internacionais e, desses, 11 farão no Porto a sua estreia nacional.


Mas Rui Moreira salientou também outra vertente que vem reforçar a estratégia já anteriormente posta em prática e que consiste em "privilegiar a apresentação de uma programação distintiva da cidade". Isto é: dos espetáculos a levar ao público entre setembro próximo e fevereiro de 2019, 20 serão de companhias e estruturas da cidade. E, das 21 coproduções, 13 são com companhias e estruturas da cidade.


Dos consagrados aos novos valores


Por outro lado, a programação semestral sob novo formato estabelece um compromisso entre artistas/criadores consagrados e novos valores das artes performativas, bem como entre os géneros mais "tradicionais" e os das novas tendências. 


À cabeça dos 63 espetáculos, surge a Companhia Nacional de Bailado (CNB) e as criações de Tânia Carvalho, apresentadas recentemente em Lisboa ("Olhos Caídos" e "A Tecedura do Caos", que estrearam na Bienal de Dança de Lyon, e a nova criação "S" com música original de Diogo Alvim).


Dança com Noé Soulier (França) e teatro pela Público Reservado e pelo Teatro Praga são outros destaques de setembro, já depois da grande festa que apresentará ao pormenor e a toda a região Norte o que o TMP está a preparar com este novo modelo de programação que pretende criar e fidelizar novos públicos. São ainda de realçar o FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto, a reforçada aposta no programa para famílias, o Fórum do Futuro, o encerramento do Cultura em Expansão e a comemoração do 87.º aniversário do Rivoli que durará dois dias, em janeiro, e oferecerá à cidade nove espetáculos, tendo como mote "100% Porto" - um projeto que convoca 100 habitantes da cidade para o palco, num espetáculo que irá traçar o perfil demográfico e social do Porto.