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Destaques

TAP: Moreira questiona Governo
14-02-2016

O presidente da Câmara do Porto não se cansa de questionar o negócio da TAP, o abandono do Porto por parte da companhia e a estratégia de drenagem de tráfego para Lisboa. Hoje, na crónica que assina no Correio da Manhã, pergunta: "Afinal, em que ficamos? O que é que o Estado recomprou aos privados, empenhando dinheiros e responsabilidades públicos?".


Num artigo intitulado "Interesse estratégico?", Rui Moreira lembra que a questão foi muito relevante durante a última campanha eleitoral. "Argumentou a direita que a privatização da companhia era inevitável, porque a empresa não podia continuar a receber ajudas de Estado; contrapôs a esquerda que a TAP tinha uma importância estratégica para o país que não podia ser ignorada", acrescentando que "as duas opções são legítimas e ambas se enquadram com aquilo que foi apresentado ao eleitorado" e que pessoalmente nunca o ouviram pronunciar-se sobre o assunto.


O autarca escreve ainda que "ao readquirir capital da TAP, o atual primeiro-ministro justificou a sua opção pela necessidade de o Estado ter uma palavra a dizer na definição da estratégia da empresa". Contudo, assinala: "o primeiro-ministro não se cansa de afirmar que as questões das rotas, hubs e bases aéreas são da maior relevância estratégica, nomeadamente no Porto. Pelos vistos, não é esse o entendimento do ministro do planeamento e infraestruturas, que entende que essas são questões executivas que cabem, por isso, em exclusivo, aos privados".


A questão vem na parte final do texto. "Afinal, em que ficamos? O que é que o estado recomprou aos privados, empenhando dinheiros e responsabilidades públicas? Para quê, com que objetivo?", pergunta, antes de concluir: "o que não interessa, nem pode suceder, é construir um modelo híbrido em que pagamos a fatura, assumimos os riscos, mas não beneficiamos de um serviço relevante.".


Rui Moreira tem esta semana uma reunião formal com o Primeiro-Ministro dobre o assunto, pedida com carácter de urgência pelo autarca.


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