Este website usa cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Aceitar
o portal de notícias do Porto.

Destaques

Serralves apresenta exposição dedicada ao arquiteto Manuel Marques de Aguiar
09-03-2018

Centenas de pessoas marcaram ontem presença em Serralves para a inauguração da exposição "Manuel Marques de Aguiar, 1927-2015: Construir Lugares", dedicada à obra do arquiteto que marcou decisivamente a cidade do Porto e influenciou a prática de muitos outros arquitetos, incluindo Álvaro Siza.


Elemento de uma geração de arquitetos para quem o desenho é uma ferramenta privilegiada do pensamento, Manuel Marques de Aguiar foi urbanista, gestor urbano e desenhador de paisagens, deixando o seu registo não só no Porto, mas também pelo Norte de Portugal, nos Açores e em França.

Na exposição ontem inaugurada, patente até 17 de junho na Biblioteca de Serralves, é revelado através dos seus desenhos, assim como dos seus planos e projetos, o seu desejo de transformar a cidade e a paisagem, "construindo lugares" que possibilitassem novas vivências.

Ao longo de seis núcleos, ou de seis "lugares", a exposição apresenta diferentes testemunhos de personalidades da geração de Marques de Aguiar (como Luiz Cunha, Carlos Carvalho Dias e Álvaro Siza, entre outros), memórias de quem acompanhou a sua persistência na integração entre trabalho e vida. Esta visão foi marcada pela sua aprendizagem com Robert Auzelle em Paris. Auzelle, recorde-se, foi o urbanista responsável pela transformação do Porto na transição para a década de 1960, autor do PDM de 1962 e figura-chave na construção do eixo da Rua Gonçalo Cristóvão e da Escola Francesa do Porto, obras que Marques de Aguiar deixou à cidade. A estes juntam-se os planos para as cidades de Espinho e de Angra do Heroísmo (após o terramoto de 1981), assim como os estudos realizados para o interior Norte de Portugal e para as Orlas Marítimas entre o Porto e Leça da Palmeira.

Sobre Marques de Aguiar, testemunha Álvaro Siza: "Muito aprendi com ele, nesse primeiro contacto com o desenho do território. Guardo na memória esses dias de aprendizagem e de convívio marcado pelo seu inexcedível trato e paciente sabedoria".