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Destaques

Rota Porto-Malpensa
03-03-2016

A companhia aérea Ryanair anunciou hoje, em conferência de imprensa, na Câmara do Porto, que vai operar, a partir de 1 de setembro, a rota Porto - Milão (Malpensa). As ligações à cidade italiana serão descontinuadas pela TAP a partir do dia 27 deste mês e são consideradas fundamentais para setores da economia nacional, sediados no Norte do país, como o calçado e o têxtil.


O anúncio segue-se a um desafio lançado por Rui Moreira à Ryanair, feito a 16 de fevereiro, quando o diretor de rotas da companhia, Niall O'Connor, e o presidente da Câmara do Porto se reuniram para estudar alternativas às operações descontinuadas pela TAP.


O diretor de rotas da companhia low-cost explicou que está a tentar ganhar espaço no aeroporto Francisco Sá Carneiro e quer voar para mais destinos a partir da Invicta, sendo Malpensa, em Milão, um deles.


A Ryanair disponibiliza a rota a partir de 1 de setembro e arranca com quatro ligações ao aeroporto italiano para o qual a TAP deixou de voar, com um preço inicial de 26.99 euros. A Ryanair já opera neste momento para Milão, via Bergamo, e também essa ligação será incrementada, com onze ligações semanais.


Niall O'Connor acredita que a rota será rentável para a companhia aérea, tendo em conta, sobretudo, a procura que Malpensa tem por parte dos empresários do Norte, do têxtil e do calçado.


"Ficamos muito satisfeitos e temos a certeza que isto vai ter muito impacto, não só no turismo, mas para os empresários", referiu o presidente da Câmara do Porto.


"Acreditávamos que havia um mercado, que valia a pena. Para nós, Malpensa era muito importante, é uma matéria referida pela indústria do calçado e têxtil, e também por muitos emigrantes, [porque o aeroporto de Malpensa] serve uma parte da nossa emigração na Suíça", sustentou o autarca do Porto, que classificou esta ligação como "absolutamente crucial do ponto de vista industrial e da atratividade da cidade".


Na conferência de imprensa, quer Rui Moreira quer Niall O'Connor negaram que a companhia seja ou tenha sido subsidiada pela Câmara do Porto. Rui Moreira explicou que nenhuma companhia é subsidiada, explicando que existiu, no passado, um programa de incentivos levado a cabo pelo Turismo de Portugal e pela ANA que apoiava a criação de novas rotas turísticas, mas que incluía todos os aeroportos e todas as companhias aéreas.