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Rui Veloso cantou ao ouvido do Bairro da Pasteleira e envolveu comunidade com histórias da carreira musical
26-11-2018
O ciclo "Fala-me ao Ouvido" do programa municipal Cultura em Expansão terminou no fim de semana com um evento protagonizado por Rui Veloso na Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira - Previdência/Torres.

O cantor de "Chico Fininho" envolveu a comunidade com músicas e canções da sua carreira de mais de 30 anos, mas a sessão foi mais do que um concerto ou espetáculo: seguindo o espírito do ciclo "Fala-me ao ouvido", Rui Veloso foi conversando com o pública e partilhando detalhes da sua vida artística, como que dando outras visões desta ou daquela canção.

Cantor, compositor e guitarrista, Rui Veloso nasceu em Lisboa mas veio para o Porto aos três meses de idade. Filho do ex-presidente da Câmara do Porto Aureliano Veloso e sobrinho do general Pires Veloso (que ficou conhecido como "vice-rei do Norte" pela sua ação militar nos acontecimentos de 25 de novembro de 1975), o artista construiu uma carreira musical que reflete a sua alma tripeira. Vários temas são prova objetiva disso mesmo, sendo paradigmático o "Porto Sentido".

Algumas das canções mais emblemáticas que fizeram de Rui Veloso o "pai do rock português" - e que, passados 38 anos de estúdios e palcos, o mantêm como um músico da atualidade - foram recordadas nesta noite do Cultura em Expansão na Pasteleira. De acesso livre, foi um evento em registo intimista e descontraído a que assistiu o presidente da Câmara, Rui Moreira, e dezenas de moradores daquela e de outras zonas da cidade que encheram o espaço da associação de moradores.

Chegou assim ao fim o ciclo "Fala-me ao Ouvido" com que o programa municipal levou concertos comentados aos mais diversos pontos da cidade, como foram os casos de António Pinho Vargas, que abriu o calendário do Cultura em Expansão deste ano, no Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã, de Joana Gama, que levou a música e as histórias de Erik Satie à Associação Recreativa Malmequeres de Noêda, B Fachada, que cantou Zeca Afonso na Associação de Moradores da Bouça, e a Orquestra de Jazz do Porto, que levou histórias de Glenn Miller, Duke Ellington e outros à Pasteleira.