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Destaques

"Rui Moreira foi o único autarca do país que elegeu a Cultura como bandeira"
11-06-2018

A afirmação é de Helena Teixeira da Silva, autora do livro que conta a vida do antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, num aturado trabalho de pesquisa desenvolvido nos últimos dois anos. No lançamento da obra, intitulada "751 Dias - O Tempo Não Consome a Eternidade", a também jornalista quis, por isso, agradecer ao presidente da Câmara, Rui Moreira, "pela Cultura, pela cidade, pelo Paulo e pelo privilégio que foi ter escrito este livro".


Na sua intervenção, Helena Teixeira da Silva sublinhou que "só há livro porque há Paulo [Cunha e Silva]" e também, admitiu, "porque há um presidente da Câmara que tornou isto possível".


Advogando que Rui Moreira foi o único presidente de Câmara do país que - até hoje - "elegeu a cultura como prioridade e bandeira", a também jornalista do Jornal de Notícias constatou que seria muito fácil ao autarca nada ter feito a respeito, mas a criação deste "objeto" (termo que preferiu adotar para se referir ao livro considerando a dimensão humana na pessoa nele retratada) é a prova de que "soube honrar a memória de quem fez tudo, mesmo tudo, por essa bandeira".


E, à plateia que encheu o auditório da Biblioteca Almeida Garrett no passado sábado, quis salientar a importância de a política local, pela primeira vez na sua história, ter alguém a apostar nesta mudança de rumo. "Não nos esqueçamos disto. Não tomemos isto como normal. Nunca ninguém, neste país, elegera a cultura como bandeira", declarou a autora do livro que recolheu, para a obra, testemunhos de 100 pessoas próximas do antigo vereador da Cultura.


"Aconteceu aqui, aconteceu no Porto. E digam o que disserem aconteceu com o Rui Moreira. Se a cultura nos fez mais felizes, se a cultura nos fez mais coesos, se a cultura nos fez maiores, então não nos permitamos desbaratar isso".


E, em jeito de "aviso à navegação" pediu à cidade para não permitir "voltar a trocar a caça ao tesouro pela caça às bruxas".


Este livro, constatou Helena Teixeira da Silva, "não resulta de um momento clássico". O objeto que relata episódios da inebriante e cativante vida de Paulo Cunha e Silva, que também inclui registos na primeira pessoa, expostos para uma segunda leitura longitudinal através de reproduções da sua conta de Facebook - onde fica clara "a utilização magistral que fez de uma rede social completamente banal" - resulta, por isso, "de um momento raro, porque celebra a vida de alguém que foi celebrado em vida todos os dias, todos os dias [756] em que foi vereador da Cultura" da Câmara do Porto.