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Rui Moreira cita Jane Jacobs para explicar queda da criminalidade no Porto
05-06-2017

O presidente da Câmara do Porto comentou os números hoje publicados pelo JN, que mostram uma cidade mais segura. Para Rui Moreira a presença humana nas ruas é o principal factor de segurança, assinalando que a politica de disseminação de eventos culturais e de animação, o Centro de Gestão Integrada e a atuação policial também têm ajudado a que os crimes contra o património e contra a integridade física tenha diminuído muitos nos dois últimos anos. Em alguns tipos de crime, a redução chega aos 60%.


"É sobretudo a dinâmica económica e turística da cidade que está a fazer com que o Porto esteja cada vez mais seguro", diz Rui Moreira, que não deixa de assinalar que a realidade, neste caso, veio contrariar as visões pessimistas que têm sido difundidas sobre o assunto.


"Em primeiro lugar estes números mostram que uma mentira repetida muitas vezes não se transforma em verdade", diz o presidente da Câmara, para quem, "a ideia de que a criminalidade está a crescer na cidade, nomeadamente nos crimes contra o património e contra a integridade física, como temos ouvido, é falsa".


Para Rui Moreira, "a redução nos índices de criminalidade deve-se, muito, ao aumento de frequência dos espaços públicos, resultante da actividade económica", sem excluir que também as autoridades policiais terão a sua quota parte de mérito no que está a acontecer.


"Não posso, também, deixar de chamar parte do mérito à gestão que temos feito da cidade. A Câmara criou um Centro de Gestão Integrada, que ajuda a monitorizar a cidade e contribui para a articulação dos vários agentes do ambiente, da protecção ciivil e da segurança pública no dia a dia, mas durante os grandes eventos", refere.


O presidente da Câmara nota também que uma cidade com mais cultura e mais animação, tende a tornar-se mais segura: "não pode ser ignorado que a política de animação e de disseminação cultural que temos levado a cabo, que faz mexer a cidade durante 24 horas por dia, alargando a mancha das atividades, que anteriormente estava confinada a certas zonas, tem, também, dado um contributo importante".


Por fim, a coesão social e o bem estar dos portuenses é também apontado como um dos factores que leva à redução da criminalidade. "Quando diminui o número de assaltos de uma forma tão evidente, normalmente isso relaciona-se com ganhos de qualidade de vida".


E Rui Moreira conclui: "Em "Morte e Vida das Grandes Cidades", Jane Jacobs explicava esse fenómeno a que agora se assiste no Porto. Ruas mais frequentadas são sempre mais seguras; porque os cidadãos, com a sua presença e o seu olhar, são quem mais contribui para a segurança comum".


No sábado, em entrevista publicada no Expresso, Rui Moreira tinha já assinalado que, apesar de ser insistentemente repetido por um candidato às autárquicas que os números da criminalidade estavam a crescer no Porto, tal não era verdade, o que o JN veio agora confirmar.