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Rui Moreira admite reabilitar mais Avenida da Boavista mas aguarda fundos comunitários
05-02-2015

O presidente da Câmara do Porto admitiu hoje vir a lançar novas empreitadas de reabilitação da Avenida da Boavista, revelando que aguarda a disponibilização de fundos comunitários a que a autarquia já se candidatou. Rui Moreira lembra que em 10 anos se reabilitou apenas metade da extensão, no valor aproximado de 11 milhões de euros, e que quase metade aconteceu já no seu mandato, ou seja, no espaço de um ano. O autarca diz ainda que "a cidade tem outras prioridades e esta não é das mais prementes. Faremos mais requalificação à medida que pudermos".


Ainda assim, o presidente da Câmara admitiu "completar a requalificação" da avenida da Boavista, o que poderá custas mais de 10 milhões de euros, desde que a atual obra venha a ver as candidaturas apresentadas ao QREN em "overbooking" (última hora), venham a ser aprovadas.

 

"Se não houver candidatura aprovada, não prevejo, neste mandato, lançar novas obras na avenida da Boavista", frisou Rui Moreira, referindo-se aos 2,3 quilómetros daquela artéria (entre o acesso ao estádio do Bessa e o Parque da Cidade) cuja empreitada não foi adjudicada pelo anterior executivo.

 

O autarca explicou ter candidatado a fundos comunitários a obra "de cerca de cinco milhões de euros" em execução na parte nascente da avenida, o que pode permitir um reembolso de "cerca de três milhões de euros". Apenas com este dinheiro Moreira admite avançar para a requalificação do troço em falta, e mesmo este, faseadamente.

 

"Esta parte do projeto não está planeado, a não ser se houver uma porta aberta pelo overbooking. Mas o overbooking é uma lotaria neste momento", disse, alertando estar em causa "um montante muito significativo no orçamento municipal". Rui Moreira recorda que, quando chegou à Câmara, em outubro de 2013, "o concurso da empreitada para o troço nascente estava lançado" e a obra "tem sido levada a cabo" de acordo com o que "estava agendado".

 

"O custo total da empreitada é de cinco milhões de euros, que correspondem ao investimento feito nos últimos 10 anos", revelou ainda o autarca, que reconhece que "a avenida precisa, toda ela, de ser requalificada", mas alerta que tal tem de ser feito "em função dos recursos disponíveis".

 

O autarca chama ainda a atenção para todos os "constrangimentos e implicações" de mais obras na "maior avenida da cidade", nomeadamente ao nível do trânsito. "Seria impossível fazer a obra completa de uma vez só. As pessoas percebem que é um corredor fundamental, que abastece a Via de Cintura Interna, que tem hotéis, escolas?", descreveu.

 

A Câmara do Porto revelou na segunda-feira à Lusa não pretender requalificar o troço da Avenida da Boavista situado entre a rua O Primeiro de Janeiro/Bessa e o Parque da Cidade (2,3 quilómetros), concluindo apenas a empreitada lançada pelo anterior executivo, cujas últimas fases de obra começaram na terça-feira entre as ruas de António Cardoso e O Primeiro de Janeiro, com um prazo de execução de cinco meses.


A Avenida da Boavista começou a ser recuperada em 2005, no troço poente, entre a Praça Gonçalves Zarco e uma das entradas no Parque da Cidade. Em 2011, a Câmara voltou a intervir naquele troço, com a instalação de floreiras e ciclovia, numa obra avaliada em 800 mil euros.