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Destaques

Proposta do PCP aprovada na AR por unanimidade deixava de fora o Porto na expansão da rede de Metro
28-04-2017

Rui Moreira explicou à Assembleia Municipal o traçado da linha do Metro que, até 2020, será construída no Porto. Quer PSD quer CDU têm criticado o facto desta linha não ser construída, já, até Matosinhos, como chegou a ser equacionado há anos. O presidente da Câmara lembrou contudo, que os dois partidos que agora criticam o avanço das obras no Porto, aprovaram em julho de 2016 na Assembleia da República, uma proposta dos comunistas para a extensão da rede de Metro que excluía o Porto. O PCP já tinha, anteriormente (2012), defendido na Assembleia da República a extensão da Metro para a Trofa, numa resolução em que, então, era subscritor o também deputado municipal Honório Novo. A Resolução n.º 167/XIII-1ª aprovada este ano teve como primeira subscritora a deputada Diana Ferreira.


O presidente da Câmara chegou a dizer na Assembleia Municipal que "os partidos devem estar a gozar com as pessoas", quando tomou conhecimento do sucedido na Assembleia da República e apontou-lhes o dedo quando em julho tal sucedeu, ainda antes do Governo ter decidido a construção da linha no Porto.




A proposta, que foi aprovada por unanimidade e contou, por isso, com o voto dos deputados pelo Porto de PSD e PCP, recomendava o alargamento da linha Verde entre o ISMAI e a Trofa, ao mesmo tempo que defendia a planificação necessária para levar o metro até à Vila d´Este (Linha Amarela) e até a Gondomar (Linha Laranja). Não havia qualquer referência, nem à linha do Campo Alegre nem a qualquer outra linha na cidade do Porto.


Rui Moreira recordou ainda que, com o anterior governo, liderado pelo PSD, a dotação orçamental que havia para a expansão da rede de Metro em Lisboa e Porto era de 400 milhões de euros. Mesmo que esta fosse totalmente aplicada numa só linha, não seria suficiente para construir a linha que agora CDU e PSD reclamam, mas que excluíram na proposta que ambos aprovaram na Assembleia da República.


Mais, o presidente da Câmara lembrou ainda que, nessa altura, o governo do PSD apenas garantia que seria investido no Porto um euro, por cada euro investido na expansão no Metro de Lisboa. Na solução conseguida agora, o Porto verá ser investido na sua rede de Metro 1,5 euro, por cada euro investido na rede em Lisboa.


A linha que será construída liga a Casa da Música a São Bento, passando pela Praça da Galiza, onde serve o Pólo 3 da Universidade do Porto, e pelo Hospital da São João, servindo também o Palácio de Cristal.


Rui Moreira chama a atenção para o facto da estação da Galiza ficar mais perto das faculdades de Letras e Arquitectura do Campo Alegre do que fica, por exemplo, qualquer estação do Pólo da Asprela da Faculdade de Engenharia e que isso não constitui óbice. Não desistindo de, mais tarde, ligar a Matosinhos ou a Gaia através do Campo Alegre, o autarca diz que "fica feita a parte mais difícil da linha e já estamos a meio caminho com esta linha".


A decisão foi ainda defendida por Rui Moreira tendo em conta que "ou o Porto aproveitava o orçamento que agora existia para fazer esta linha ou o dinheiro iria para outros concelhos, como queriam os partidos que, por proposta do PCP, aprovaram essas linhas, fora do Porto, na Assembleia da República", e lembrou o que se passou com a Trofa. "A Trofa tinha uma linha aprovada em via única que ia ser construída. Disse que não queria e preferiu rever o projeto para passar a via dupla. O que acontece hoje? Não está lá nada. Não há Metro para a Trofa".