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Destaques

Projeto Educativo do Porto é um exemplo para o país
17-07-2017

O Projeto Educativo Municipal do Porto "permite alimentar a esperança de que estamos no caminho certo", podendo ser estendido a todo o país. A declaração é de Laborinho Lúcio, hoje apresentada na abertura das IV Jornadas do PEM Porto, um processo feito com mais de 60 parceiros.


Um projeto educativo construído à medida da cidade, onde as entidades externas têm um papel fundamental. Foi desta forma que Guilhermina Rego, vice-presidente da Câmara do Porto e responsável pelo pelouro da Educação, abriu hoje as IV Jornadas do PEM - Projeto Educativo Municipal, que decorrem até amanhã na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.


O PEM Porto é um processo partilhado, considerado pelos agentes como um "work in progresso", que engloba diferentes entidades (mais de 60 parceiros), atuando na educação formal e não formal, numa lógica da educação ao longo da vida.


"Considerámos que o projeto educativo municipal devia ir mais longe, no sentido de conseguir contemplar aquilo que efetivamente são as vontades, os desejos de quem está no terreno e, portanto, não podíamos ficar por aquilo que era a oferta do município", referiu Guilhermina Rego ao fundamentar a iniciativa.


O PEM encontra-se ancorado nos princípios da rede de Cidades Educadoras, da qual o Porto é membro, e pretende contribuir para a consolidação de uma sociedade de conhecimento inclusiva, estimulando a aprendizagem e a inovação de uma forma articulada e otimizada com diversos agentes da comunidade.


Ao longo do ano letivo, os vários grupos de trabalho analisaram problemas e desafios na educação, e definiram eixos prioritários de ação, apresentados nestas jornadas.


"É um projeto ambicioso, mas requer necessariamente o envolvimento de cada um e de todos em conjunto. Não vale a pena o Município estar a traçar um conjunto de objetivos, de indicadores, se não houver a colaboração dos demais agentes", sublinhou a responsável.


Laborinho Lúcio, antigo ministro e embaixador do PEM Porto, referiu em intervenção gravada, dado não poder ter estado presente, que o Plano Educativo Municipal do Porto pode ser estendido a todo o país.


Após uma reflexão sobre o papel da escola no pós 25 de abril de 1974, enquanto instituição pública, o magistrado considerou que a inclusão e o conhecimento devem ser pilares de construção para o modelo educativo de escola, sendo, o Porto, um exemplo.


"É muito importante partirmos das crianças e dos jovens para a construção do modelo e não continuarmos a insistir na ideia de que o modelo é brilhante e é dele que temos que partir para as crianças e jovens", referiu.


Para Laborinho Lúcio é um projeto educativo municipal como o do Porto que "permite alimentar a esperança de que estamos no caminho certo".