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Destaques

Projeto ajuda a devolver floresta nativa à Área Metropolitana do Porto
23-08-2016

Em 190 hectares da Área Metropolitana do Porto (AMP) há uma nova floresta nativa a crescer. O "FUTURO -projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto" já plantou mais de 81 mil árvores, especialmente carvalhos, sobreiros, medronheiros e castanheiros, em terrenos outrora abandonados, queimados ou invadidos por espécies exóticas.


Este projeto, que arrancou em 2011, aposta na melhoria e expansão das florestas urbanas nativas nos 17 municípios da AMP, através da plantação de 100 mil árvores.


Entre setembro de 2011 e junho de 2016, segundo dados divulgados num artigo publicado pelo revista online "WILDER - Rewilding your days" a 17 de agosto, foram plantadas 81.369 árvores e arbustos em 190 hectares de 15 municípios: Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Porto, Póvoa de Varzim, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Trofa, Vale de Cambra, Valongo e Vila do Conde.


Grande parte da estratégia do FUTURO passa por plantar 41 espécies autóctones de Portugal. As cinco espécies mais plantadas, até ao momento, são o carvalho-alvarinho (22.374 árvores), o sobreiro (11.727), o medronheiro (10.747), o castanheiro (4.773) e o bordo-de-Montpellier ou zêlha (2.663). Em média, estão plantadas 449 árvores por hectare.


"Queremos recuperar áreas que arderam há uns anos atrás. Depois deste ano, vai haver muito a fazer", disse à Wilder Marta Pinto, coordenadora do projeto. Segundo Marta Pinto, ainda que "os fogos de grande dimensão levem tudo à frente, a barreira de floresta nativa consegue travar fogos de média dimensão".


O Município do Porto, com território essencialmente urbano, tem contribuído em grande medida através do viveiro municipal, que produz mais de uma dezena espécies para depois serem replantadas por toda a AMP. A área de viveiro, formalizada através de um acordo de colaboração com o CRE.Porto (rede na qual nasceu o projeto FUTURO), contempla a cedência de 250 m² de área em estufa e 400 m² de área em canteiro exterior, bem como colaboração dos operacionais da autarquia em atividades de preparação da sementeira, repicagem, monda, plantação e rega regular.


O FUTURO foi distinguido, em 2015, pela Universidade das Nações Unidas (UNU) como "Projeto de Excelência", no âmbito do 9.º Encontro Global dos Centros Regionais de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que decorreu em Okayama, no Japão. A iniciativa portuguesa "destacou-se na categoria de Capacitação e Envolvimento da Comunidade através da Educação-Ação".