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Primeiro financiamento do programa LIFE no Porto vai ser feito em Campanhã
01-03-2019
Soluções urbanas com base na natureza vão ser aplicadas na Escola do Falcão, no que será o primeiro financiamento do programa LIFE na cidade do Porto, que ascende a cerca de 542 mil euros.

O coordenador do projeto "myBUILDINGisGREEN - Aplication of Nature-Based Solutions for local adaptation of educational and social buildings to Climate Change", financiado pelo programa LIFE que tem um orçamento total de 2,9 milhões de euros, fez uma visita técnica à cidade do Porto durante esta semana.

O motivo foi a prevista aplicação de cerca de 542 000 euros na cidade, no âmbito do LIFE, no que será o primeiro projeto financiado pelo criterioso e exigente programa a que o Município do Porto teve finalmente acesso, a partir de uma candidatura bem sucedida e cujo objetivo é avaliar e monitorizar a real eficácia de Nature Base Solutions na melhoria do conforto bioclimático de edifícios escolares ou sociais, bem como no aumento da resiliência e capacidade de adaptação destes edifícios aos extremos climáticos (ondas de calor e vagas de frio) que se perspetivam nos próximos anos. 

O edifício-piloto selecionado é a Escola do Falcão, em Campanhã, que foi visitada pela equipa municipal responsável pela gestão e implementação do projeto, da qual fazem parte técnicos do Departamento de Planeamento e Gestão Ambiental, do Departamento de Educação e ainda da empresa municipal GO Porto, que garantirá a execução da intervenção.

As soluções a aplicar poderão passar por um protótipo de cobertura ou parede verdes, assim como pela redefinição do arvoredo existente, mas também pela exploração da viabilidade de recolha de águas das chuvas para rega sazonal dos talhões da Horta Municipal da Oliveira, contígua ao edifício e que é usada pela comunidade escolar.

A comitiva técnica foi recebida nos Paços do Concelho pelo vice-presidente da Câmara e vereador da Inovação e Ambiente, Filipe Araújo, para discussão de oportunidades de parceria e abordagem a novas oportunidades de financiamento. Foi ainda ocasião para uma sessão de divulgação e debate sobre aspetos metodológicos do projeto, reunindo e envolvendo um grupo de stakeholders relevantes que vêm investigando ou trabalhando de forma estreita com o Município as temáticas da resiliência e da amenização climática. São os casos do CIBIO e o CHERG da Universidade do Porto, a Agência de Energia do Porto, as empresas municipais Águas do Porto, DOMUS e GO Porto, a Associação Nacional de Coberturas Verdes e a CCDR-Norte.

Refira-se que o consórcio engloba ainda o CSIC (Conselho Superior de Investigação Científica do Estado Espanhol), coordenador do projeto que agrega o Real Jardim Botânico), a Fundação CARTIF, o Município de Badajoz e a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central.