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Destaques

Porto transforma-se em destino de eleição para investimento tecnológico
16-06-2016

Foram ontem divulgados na Câmara do Porto dois novos projetos de expansão (Critical Software e Blip) e também apresentado o trabalho da associação "Porto. TechHub" que promove a cidade como destino tecnológico e empreendedor.


O presidente da Câmara do Porto classificou a iniciativa "de enorme relevância para a prosperidade da cidade e da região", plenamente enquadrada num dos grandes pilares que estabeleceu no seu programa eleitoral, a economia.


Rui Moreira realçou que o Porto "está na primeira linha das cidades europeias na atração de investimento de elevado valor acrescentado", beneficiando "de um vibrante ecossistema" que conta com 100 centros de investigação e combina a inovação com o empreendedorismo. O autarca referiu que, nas várias frentes, estão em curso 50 investimentos na cidade, metade de origem externa, que representam cerca de 7500 novos empregos, e que são acompanhados pelo InvestPorto, uma entidade criada por Rui Moreira exatamente com o intuito de ajudar a captar e fixar investimento na cidade e liderada por Ana Lehmann.


O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, presente na sessão, elogiou a atuação de Rui Moreira e classificou-a como "um exemplo feliz de como fazer políticas públicas", porque "não cabe ao Estado substituir-se ao papel dos privados, mas sim facilitar a vida às empresas e criar um ambiente favorável ao investimento".


Manuel Caldeira Cabral falou do Porto enquanto "cidade criativa em muitos domínios", sendo que o Município acarinha todas as iniciativas que visem "criar valor pela tecnologia e inovação".


Quanto à associação Porto. TechHub foi fundada por três grandes empresas nacionais e tem como grande objetivo contribuir para o estimular os negócios de base tecnóloga. A Farfetch, que domina um império digital de moda de luxo avaliado em 1,3 mil milhões de euros, com sede em Londres e bases em Guimarães e Matosinhos, a Critical Software, que concebe soluções para sistemas de informação e validou o software de 20 missões espaciais, e a Blip, a sucursal portuguesa que assegura as aplicações para o gigante do jogo online Paddy Power Betfair.


Para setembro está já agendada a segunda edição da Conferência Tech Hub, este ano marcada para o Hard Club e que espera mobilizar mais de 750 participantes.



 

Critical Software e a Blip vão contratar mais pessoas e instalar-se no centro da cidade


A Blit vai ancorar no Porto o principal núcleo de desenvolvimento das plataformas tecnológicas que suportam as apostas desportivas do gigante britânico Paddy Power Betfair, que fatura 1,5 mil milhões de euros por ano.


Após a fusão, no fim de 2015, a multinacional decidiu transferir de Dublin para o Porto o centro tecnológico da Paddy Power. Todos os sites e aplicações móveis das apostas desportivas serão desenvolvidos por engenheiros portugueses.


Em 2012, a Blip empresa empregava apenas 40 pessoas. Atualmente tem 240 colaboradores e quer chegar aos 300. Para além das atuais instalações no Trindade Domus, a empresa vai expandir-se para um edifício em fase final de reabilitação na freguesia do Bonfim, uma mudança agendada para o próximo mês de outubro.


Quanto à Critical Software, vai deixar a TecMaia (que recebe outra sociedade do grupo) e transfere-se para a Rua do Bonjardim, indo ocupar o antigo edifício da EDP Renováveis.


A empresa que opera no domínio do software e dos sistemas de informação prevê ainda duplicar o número de trabalhadores para 200 pessoas.


A destacar das apostas das duas empresas na cidade do Porto algumas razões em comum: o rejuvenescimento da baixa da cidade, o aumento de turistas, a facilidade de acesso com o metro, as oportunidades no setor imobiliário com a reabilitação urbana e o "clima" político favorável.