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Destaques

Porto revoluciona recolha e limpeza da cidade em 2017
14-07-2016

A Câmara do Porto prepara alterações profundas na recolha de resíduos e limpeza da cidade. A revolução começa já na terça-feira, com o início do processo de criação de uma empresa municipal. Em 2017 desaparecem as concessões e o paradigma vai mudar.


O Executivo Municipal deve aprovar na próxima reunião de Câmara, que decorrerá terça-feira, a criação de uma nova empresa municipal, ato que inicia uma verdadeira mudança de paradigma na limpeza urbana na cidade do Porto.


As alterações que estão a ser preparadas para 2017 são profundas, foram estudadas ao pormenor e implicam o fim das atuais concessões de recolha e limpeza da cidade no próximo ano. A nova solução foi desenvolvida após ano e meio de estudos que a autarquia desenvolveu com a FEUP - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.


Neste momento, a varredura, a recolha de indiferenciados e de reciclados estão concessionados a duas empresas privadas em grande parte da cidade. A restante malha urbana é operada pela autarquia.


No novo modelo, toda a cidade será servida pelos mesmos princípios, ou seja, prestação de serviço quanto a varredura e recolha de indiferenciados e serão os serviços da própria autarquia a recolherem os recicláveis em toda a cidade.


PORTO PRETENDE SER NOAV REFERÊNCIA NACIONAL NO AMBIENTE URBANO


Com este novo sistema, a Câmara do Porto pretende ser uma referência nacional e internacional em termos de sustentabilidade nos resíduos, limpeza urbana e na reciclagem. Esta nova estratégia passa pela criação de uma empresa municipal, que internalize no universo da autarquia serviços atualmente prestados pelos concessionários.


Por outro lado, o Porto vai, com as alterações que se preparam, diminuir a "pegada ecológica" da cidade, nomeadamente através da utilização de frotas mais sustentáveis e através de um sistema tecnológico de monitorização e operacionalização.


Estas novidades permitirão tornar o sistema mais transparente e operar uma redução dos custos, o que poderá vir a refletir-se na redução das tarifas aos munícipes.


A Câmara acredita também que, com este sistema, que evita a concessão da recolha de resíduos, permitirá uma maior especialização e eficiência, através do reforço e da capacitação dos recursos humanos.


Na próxima terça-feira inicia-se, por isso, com a aprovação em reunião de Executivo, o processo de criação da nova empresa municipal para o ambiente. A criação desta nova estrutura, trará ganhos de eficiência de recursos.


O modelo futuro deverá, por isso, alavancar a reciclagem na cidade, tornando o Porto uma referência; modernizar as operações por forma a obter ganhos de qualidade e utilizar as mais recentes tecnologias na área de forma a melhor monitorizar e atuar.


A Câmara espera, com esta mudança de paradigma na recolha e limpeza urbana, não apenas aumentar a eficiência e limpeza da cidade, mas também operar uma diminuição de custos com a Recolha e Limpeza Urbana em mais de 10%.



VEREADOR PRESIDE À NOVA EMPRESA


O Município do Porto pretende transferir, por agora, parte do seu património para a empresa municipal a constituir, que integrará a realização de parte do seu capital social, no montante de 265.566,00 euros. O capital social total da empresa, cuja designação formal será Empresa Municipal de Ambiente do Porto, E.M, será de 465.566,00 euros. A nova estrutura será presidida pelo vereador do ambiente, Filipe Araújo, que assim não usufruirá de qualquer remuneração pelo cargo.


Em março, o presidente da Câmara do Porto e o Vereador da Inovação e Ambiente, acompanharam o processo de recolha e limpeza da cidade, numa altura em que a presente decisão estava para ser tomada. O Porto.pt acompanhou uma dessas visitas.