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Porto reduziu a emissão de gases com efeito de estufa em mais de 30% e vai no bom caminho para 2050
30-12-2019
O Município do Porto reduziu as suas emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) em 30,5 % desde o ano 2004 até ao ano 2017, segundo os cálculos efetuados pela AdEPorto - Agência de Energia do Porto e vertidos no Relatório Anual de Energia e Emissões do Município do Porto 2019 (com dados de 2017).

Este resultado deve-se, sobretudo, à redução de emissões no setor dos Edifícios, associada à utilização de Eletricidade, e no setor dos Transportes, nomeadamente na Gasolina.

A redução de emissões de GEE no setor dos Edifícios decorre de uma menor uso da Eletricidade e do facto de este vetor ser cada vez menos poluente, desde 2004, pela integração das Energias Renováveis na sua geração.

A redução de emissões de GEE no setor dos Transportes resulta, sobretudo, de uma maior utilização de Transportes Públicos, em detrimento do Transporte Individual (muito por força do aparecimento, alargamento e melhorias efetuadas na oferta, quer da Metro do Porto quer da STCP e outros operadores).

Além disso, o Município aderiu ao Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia, comprometendo-se a reduzir as suas emissões até 2030 em 50% face a 2004.  "Meta que parece estar perfeitamente ao alcance", admite a AdEPorto, que sublinha a estratégia de sustentabilidade da Câmara Municipal, no âmbito da qual estão a ser estudadas "de forma responsável as medidas a tomar para atingir a neutralidade carbónica ainda antes de 2050".

Aquela agência considera que, apesar destas reduções, "deverá ser continuada a implementação de políticas ao nível da promoção da eficiência energética e introdução de fontes de energia renovável, nomeadamente no setor dos Edifícios, que representa 58% das emissões de GEE e 55% do total de utilização de energia final, bem como no setor dos Transportes, que representa 31% das emissões de GEE e 35% do total de utilização de energia final".

O relatório agora divulgado, e que pode consultar na íntegra AQUI, aponta ainda que o vetor energético com maior peso é a Eletricidade, representando 38% do uso de energia final e 53% do total das emissões de GEE. "Este predomínio, com razões históricas na cidade do Porto, tenderá a manter-se dado o atual momento da eletrificação dos sistemas energéticos, abrindo a possibilidade para, por esta via, aumentar a integração da utilização de energias renováveis", considera a agência.

Aliás, ainda há poucos dias a Câmara do Porto anunciou que vai abrir um concurso público internacional para o fornecimento e instalação de luminárias de tecnologia LED em toda a cidade, estimando uma redução anual de 3.800 toneladas de CO2 libertado para a atmosfera.