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Porto quer compromisso europeu para emissões neutras de CO2 até 2050
08-05-2019

O Município do Porto subscreveu uma carta aberta ao Conselho Europeu e aos seus Estados-Membros para instar os governos a comprometerem a União Europeia (UE) e todas as instituições europeias com uma estratégia climática de longo prazo. O objetivo é o de atingir emissões líquidas zero até 2050. 


A carta aberta, também subscrita por outras cidades europeias, foi lida em reunião de Executivo desta terça-feira pelo vice-presidente da Câmara do Porto e vereador com o Pelouro da Inovação e Ambiente, Filipe Araújo, e será amanhã, dia 9 de maio, objeto de análise na cimeira sobre o futuro da Europa que reúne os 27 países da UE em Sibiu, na Roménia.

No documento assinado por presidentes de câmara e chefes de governo locais, as cidades exigem um futuro europeu mais sustentável e equitativo, referindo estar prontas "a apoiar e a contribuir para a liderança climática da Europa". Assim, entre os objetivos "ousados" que instam a União Europeia a assumir incluem-se avançar para zero resíduos até 2030; cumprir com as normas para carbono líquido zero em todos os edifícios, até 2050; estabelecer como meta para 2035 a utilização a 100% de eletricidade renovável; garantir 100% de energia renovável nas cidades até 2050 e, finalmente, "implementar uma ação climática inclusiva, capaz de beneficiar equitativamente todos os cidadãos".

Depois de ter recentemente subscrito o Pacto de Autarcas para o Clima e Energia e de ter visto reforçado o seu posicionamento na rede Eurocities, onde Filipe Araújo é presidente do Fórum do Ambiente, ao envolver-se nesta iniciativa o Município do Porto volta a demonstrar o seu empenho em assumir um papel de relevo na concretização do objetivo de 1,5º C do Acordo de Paris, "desenvolvendo e implementando planos locais ambiciosos e trabalhando com os cidadãos, as empresas e a sociedade civil para conseguir uma mudança sustentável".

As cidades enfatizam na missiva que "a urgência da crise climática exige uma ação imediata", mas reconhecem que os seus esforços a nível local devem ser secundados por uma estratégia política macro. "Precisamos de um quadro de implementação Europeu e de ações pelos governos nacionais para garantir a estabilidade, a determinação e os recursos a longo prazo para apoiar os nossos esforços para o clima", conclui a carta aberta.