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Porto investe um milhão de euros para os sem-abrigo, diz Rui Moreira na RTP2
26-11-2019
O presidente da Câmara do Porto foi convidado do Jornal 2, da RTP2, nesta segunda-feira à noite, para falar do sobre aquilo que a cidade tem feito no apoio aos cidadãos em situação de sem-abrigo, a quem destina cerca de um milhão de euros por ano. A nível nacional, por contraste, nada tem sido feito para concretizar estratégias, faltando ao Governo disponibilizar os meios que dizia ter para combater este problema social.

Para Rui Moreira, o país tem "imensas estratégias, muitos planos, muito boas vontades e uma política-espetáculo relativamente a esta matéria", que a cidade do Porto não adota. O autarca, que respondia ao jornalista João Fernando Ramos sobre o esforço que o Município tem feito neste âmbito, disse que na cidade o problema foi "encarado de frente", com a abertura do Centro de Acolhimento Temporário de Joaquim Urbano.

Neste antigo hospital, que pertence ao Centro Hospitalar do Porto, entidade com quem o Município protocolou a cedência das instalações, além do acolhimento, é oferecido "acompanhamento psicológico e formação profissional", para a (re)integração no mercado de trabalho. Vertentes ainda complementadas com o apoio de equipas de rua e com uma rede restaurantes solidários, informou o presidente da Câmara do Porto. Neste momento, existem dois restaurantes, um na Batalha e outro no Joaquim Urbano, e em breve abrirá um terceiro, anunciou.



Contudo, para Rui Moreira, esta rede de suporte levanta um problema colateral. "Começa a haver migração das pessoas [em situação de sem-abrigo], que se aproximam dos centros urbanos", onde sabem que têm melhores condições.

E, pelo que tem vindo a observar, se nada for feito pelo Governo e pelos concelhos limítrofes ao Porto no sentido de apoiar os cidadãos em situação de sem-abrigo, o Município continuará praticamente isolado na oferta de respostas concretas a esta população.

"Verifico que não há um projeto que permita resolver o problema da habitação. Estas pessoas precisam de um novo projeto de vida", declarou o autarca, assinalando, que "há muita boa vontade, mas falta mais alguma coisa".

Por isso, pede ao Governo que passe de estratégias para ações concretas e que corresponda àquilo que são os anseios dos municípios, da sociedade civil e mesmo da Presidência da República, muito empenhada também neste tema. Aliás, o Executivo Municipal aprovou, por unanimidade, uma proposta de recomendação nesse sentido, frisou.