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Destaques

Porto e Gaia vão organizar etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de F1 em Motonáutica
11-02-2015

A Fórmula 1 dos barcos, a mais espetacular competição de motonáutica do mundo, vai fazer a sua estreia no rio Douro em 2015. Marca o regresso do Grande Prémio de Portugal ao calendário da União Internacional de Motonáutica, numa prova que terá lugar entre os dias 31 de julho a 2 de agosto.


A iniciativa é uma organização conjunta das Câmaras Municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia e terá as águas do rio Douro como palco, numa prova inserida no Campeonato do Mundo U.I.M. F1H2O. Está a ser apresentada oficialmente neste momento, em conferência de imprensa a decorrer na Pousada do Douro, com as presenças dos presidentes de câmara do Porto, Rui Moreira, e de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, do presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica, Mário Gonzaga Ribeiro, a vice-presidente da F1H20, Lavinia Cavallero e o piloto português da F1 Atlantic Team, Duarte Benavente.


Após 13 edições consecutivas em Portimão, a última das quais em 2011, o Douro vai estrear-se no 14º Grande Prémio de Portugal, transformando-se numa pista com cerca de 2.000 metros de perímetro, entre o Edifício da Alfândega e a Ponte D. Luiz, onde vão competir 18 pilotos de 14 nacionalidades, em barcos que chegam a atingir velocidades próximas dos 240 km/h.


Com a ação a decorrer bem próximo dos espetadores, as margens da Ribeira do Porto e de Gaia serão o cenário ideal para assistir ao vivo a esta espetacular competição, que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos um pouco por todo o planeta.


As corridas do Campeonato do Mundo são atualmente transmitidas por 30 canais de televisão, chegando a mais de 100 milhões de lares em todo o mundo.


Pesando pouco mais de 500 quilos e com motores V6 de 2,5 litros que debitam uma potência superior a 400 cavalos, os barcos utilizados nesta competição desafiam as leis da gravidade a cada corrida, passando mais tempo no ar do que propriamente em contacto com a água.


Com uma incrível relação peso/potência, chegam a ser mais rápidos do que os seus parentes do alcatrão, acelerando dos 0 aos 160 km/h em apenas 4 segundos.


Mas talvez o mais surpreendente destes barcos seja mesmo a sua capacidade de viragem, já que são capazes de descrever apertadas curvas de 180 graus a mais de 150 km/h, gerando forças G superiores a 4.5 - ou seja, até 4.5 vezes o peso do piloto. E tudo isto, sem recurso a qualquer sistema de travagem ou caixa de velocidades.


Inaugurada em 1981, esta competição é em quase tudo semelhante ao Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, quer pelo exigente regulamento técnico a que todas as equipas estão sujeitas, quer pelo facto de juntar os melhores e mais experientes pilotos desta disciplina, regulada pela União Internacional de Motonáutica (U.I.M.) e promovida pela F1H2O.

 

Todos os circuitos são diferentes no seu tamanho e configuração, dependendo do plano de água disponível em cada cidade que acolhe esta competição. Por norma, os circuitos têm um perímetro que varia entre os 1.500 e os 2.000 metros, sendo compostos por uma reta mais longa e diversas retas mais curtas, intercaladas por boias de rodagem, quer à direita, quer à esquerda.


O formato habitual de um Grande Prémio inclui uma a duas sessões de treinos livres e três rondas de qualificação no sábado para definir a grelha de partida. A corrida tem uma duração máxima de 45 minutos, sendo disputada no domingo.


No Grande Prémio de Portugal, as atenções do público vão estar certamente voltadas para Duarte Benavente, o português que desde 1999 tem marcado presença regular neste campeonato, representando o F1 Atlantic Team.


É um dos mais experientes pilotos de todo o plantel, tendo já disputado 129 grandes prémios ao longo da sua carreira. Apesar de perseguir ainda a sua primeira vitória no Mundial, Duarte Benavente subiu já por seis vezes ao pódio, tendo como melhor resultado um segundo lugar. Em 2014, concluiu o Campeonato, ganho pelo francês Philippe Chiappe, no 7º lugar.


Para além dos F1, o evento vai incluir duas corridas da Fórmula 4 (uma espécie de categoria de iniciação), onde competem 10 pilotos, um por cada equipa participante na categoria principal. Os barcos utilizados nesta fórmula estão equipados com motores a 4 tempos de 60 cavalos, atingindo velocidades na ordem dos 130 km/h.


O F1 Atlantic Team de Duarte Benavente tem sido o grande dominador desta categoria nos últimos anos, tendo conquistado os dois últimos títulos mundiais através do piloto alemão, de apenas 19 anos, Mike Szimura.


Paralelamente será ainda disputada na noite de sábado, 1 de agosto, uma prova do Aquabike World Championship, com a presença dos 16 melhores especialistas mundiais de Jet Ski na categoria de "Paralel Slalom".


A etapa portuguesa do Campeonato de F1 em Motonáutica será a terceira de oito provas que constituem o Mundial de 2015 (o maior desde 2010) e uma das duas que se realizam este ano na Europa, a par da também estreante jornada francesa de Évian les Bains.

 

Info: www.f1h2o.com.