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Poesia, música, sorrisos e amor evocam Miguel Veiga que faria hoje 82 anos
30-06-2018
O advogado portuense e cofundador do PPD/PSD faria hoje 82 anos. Um grupo de familiares, amigos e admiradores juntou-se, ao final do dia de ontem, para uma ternurenta declaração de amor ao "Príncipe do Porto" a quem tudo era permitido e que lhes mereceu agora a dedicação de um livro de poemas em homenagem. 

Muitos adjetivos percorreram a sessão intimista que decorreu na Fundação Eng.º António de Almeida e durante a qual foi apresentado o livro "Se o Porto não tivesse um sedutor... - poemas escolhidos para Miguel Veiga", resultante da seleção feita por 33 amigos e coordenada por José da Cruz Santos (edição Modo de Ler; 104 páginas, €19,50).

Antes, porém, foram lidos poemas, de Camões a Neruda, de Kaváfis a Vasco Graça Moura (este último um amigo sobre quem o próprio Miguel Veiga publicou o livro "VGM - O génio da minha geração") e escutados Chopin e Débussy. Tudo isso coisas boas da vida que eram do particular agrado do advogado e que serviram para estabelecer a conversa entre ele e os presentes. Porque "o Miguel não se apaga da memória", como declarou Rui Moreira.

Convidado para apresentar "Se o Porto não tivesse um sedutor...", o presidente da Câmara do Porto explicou que não iria evocar Miguel Veiga, antes falar com o advogado portuense, pois "sinto mais a presença dele do que a saudade". E falou sobre a boa disposição, o esteta, o homem que "gostava de nós, gostava que gostássemos dele e gostava que lho disséssemos", que "não era um dandy, mas antes um sedutor" e que tinha "uma forma de dizer coisas que mais ninguém consegue dizer". Ainda o casmurro, o fiel, o tolerante e o homem que "sorria com a felicidade dos outros". E, mais uma vez, "o sedutor que o era desinteressadamente, com amor".

Rui Moreira confessou, por outro lado, reconhecer em Miguel Veiga "mais do que inspiração, uma figura tutelar, um meio tio, meio irmão". Recorrendo também a Neruda, ali deixou uma declaração de admiração e amor, confessando que "era isto que eu queria dizer ao Miguel e ainda não tinha dito".

Se o rigor jornalístico não permite adivinhar sentimentos, a reação de todos os presentes (entre os quais personalidades como Artur Santos Silva ou o Bispo D. Januário Torgal Ferreira) não parecia ser outra que não o reflexo de concordância emocionada e gratidão pelo que Miguel Veiga deixou de marca nas suas existências.