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Destaques

Plano municipal vai ajudar ao controlo de colónias de gatos errantes na cidade
20-02-2019

O Município vai implementar o programa CED (Captura-Esterilização-Devolução) para controlar e reduzir o número de gatos errantes. O projeto, que será executado por duas Associações Zoófilas de reconhecido mérito, foi aprovado na terça-feira por unanimidade em reunião de Executivo.


A proposta do vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, tem como principais objetivos cuidar do bem-estar dos animais e reduzir focos de insalubridade na cidade. No plano de gestão, é garantido que "todo o espaço público da colónia, os alojamentos/abrigos e comedouros serão limpos e higienizados, livres de resíduos ou restos de comida, de forma a evitar a proliferação de pragas".

Na sua apresentação ao Executivo sobre o tema, o também vereador do Ambiente e Inovação sustentou que o método CED é o melhor para a resolver o problema, "à luz das melhores práticas veterinárias" e adaptado à legislação em vigor.

Segunda a proposta, que mereceu o acordo de todas as forças políticas, a gestão do programa CED reveste-se "de enorme complexidade e exigência de recursos no terreno, dada a necessidade de mediação de um vasto número de cuidadores, monitorização permanente do estado de saúde e número de indivíduos da colónia, angariação de alimentos, disciplina de horários de alimentação e estado de limpeza da zona de implantação da colónia".

Como acrescentou Filipe Araújo, a rede de cuidadores informais - sob coordenação da Associação Animais de Rua e da Associação Miacis - cumprirá um plano de gestão "devidamente autorizado pelo médico veterinário municipal". Os procedimentos incluirão a captura, esterilização e desparazitação dos animais, que vão ser "marcados com um pequeno corte na orelha esquerda" para o devido registo e, posteriormente, devolvidos à colónia.

No final, pretende-se garantir "que o número original [de animais da colónia] vive de forma livre, sem doenças transmissíveis e controlando todos os gatos intrusos", desencorajando-se o seu crescimento.

Em fase de arranque desta experiência-piloto, o vice-presidente da Câmara do Porto sustentou o apoio financeiro, no valor máximo de 5 000 euros a cada uma das duas associações, pelo "seu reconhecido mérito" e vasta experiência num trabalho que exige "uma especial vocação e franca capacidade de mobilização da rede de cuidadores".


Estratégia municipal para o bem-estar animal

A aplicação do método CED corresponde "ao último eixo que faltava" da estratégia municipal que, desde o anterior mandato, está apostada em promover o bem-estar animal, assinalou Filipe Araújo. O combate aos "problemas estruturais" já resultou em vários saltos qualitativos.

Desde logo, as ações "de capacitação e de enriquecimento de competências da equipa" facilitaram a implementação de um "programa de esterilização de todos os animais adotados". Posteriormente, avançou-se para a ativação de campanhas de promoção de adoção, uma forma de contrariar "a elevada taxa de abandono de animais".

O passo seguinte, recordou o responsável, consistiu na "contratação de um comportamentalista" para o canil, não só fundamental para consciencializar as pessoas sobre as responsabilidades inerentes à adoção de um animal doméstico (prevenindo, assim, eventuais abandonos), mas também importante no treino de bons comportamentos junto dos animais.

Em 2018, deu-se início à construção do Centro Recolha Oficial, que virá substituir o atual canil municipal, que está "sobrelotado" e cujas "instalações estão obsoletas", porque ao longo de 80 anos pouco se investiu no local. Segundo estimou o vereador, a inauguração está prevista para o final deste semestre.

Já em 2019, foi inaugurado o primeiro parque canino da cidade, no Jardim de Paulo Vallada.