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Photo Ark de Joel Sartore faz um apelo à ação para salvar a vida na Terra
19-10-2017

Uma arca de Noé dos nossos tempos, povoada de vida selvagem que importa preservar, encontra-se patente na Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva. Ao Porto chega o projeto global Photo Ark, realizado por Joel Sartore para a National Geographic. Em conversa com o Porto., o reputado fotógrafo fala de um projeto de uma vida, e que mexe com a vida de todos nós.

 

Joel Sartore dedicou mais de 30 anos da sua vida a fotografar a vida animal selvagem para a National Geographic nas regiões mais remotas do planeta. Em 2006, Sartore viveu o drama pessoal da esposa lutar contra um cancro e vencer. Para si, este foi o momento determinante que o fez pensar na extinção da vida, em particular nas espécies em risco.


Desde então, este norte-americano nascido no Nebraska chamou a si a missão de ajudar a "salvar a Terra". Para isso, criou o projeto Photo Ark, um documentário que apresenta o trabalho que o fotógrafo e conservacionista desenvolveu ao longo de 25 anos.




A missão e "obsessão" de Sartore, segundo o próprio, é consciencializar as pessoas que "os seres humanos não são a única espécie que merece ser salva da extinção". O momento indicado para agir é agora, ainda há muito que pode ser feito e "se todos fizerem a sua parte" podemos salvar muitas espécies no planeta e ajudar a equilibrar a biodiversidade.


Para tal, Sartore e a sua equipa de seis pessoas, com o apoio da National Geographic, criaram este projeto, que se traduz na tarefa interminável de fotografar espécies em perigo de extinção. Esta demanda leva-os a correr o mundo, no ensejo de captar em fotografias únicas animais em risco que se encontram em cativeiro ou protegidos em habitat natural.


Desde que iniciou o projeto, já foram fotografadas mais de 7000 espécies. O objetivo da equipa é chegar às 15.000 espécies documentadas.


A exposição Photo Ark já foi apresentada em vários locais do mundo, nomeadamente, no Empire State Building em Nova Iorque ou no Vaticano. No Porto, é composta por cerca de 40 fotografias, infografias e vídeos de espécies em perigo, ficando patente até 29 de abril.


Esta sensibilização social é fundamental para ajudar, também, a salvar a espécie humana, o que, segundo Sartore, é um desafio à escala global diretamente ligado à qualidade da água e da comida oferecida às pessoas hoje em dia. "Será uma loucura pensarmos que sobreviveremos neste planeta se os elefantes ou as abelhas desparecerem", como acrescenta. "Só salvando a biodiversidade podemos salvar a espécie humana. Estou muito contente por ao fim de quase 12 anos do início deste projeto, finalmente, as pessoas começarem a prestar atenção."


+ Info: Photo Ark - Galeria da Biodiversidade