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Destaques

Pela primeira vez não há registo de mortes por atropelamento no Porto
02-10-2018

Em 2017, não houve um único atropelamento mortal na cidade do Porto, algo de que não há memória de registo estatístico. Os dados, que têm como fonte a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, foram revelados esta manhã em reunião de Executivo. 


O ano passado foi positivamente marcante para a cidade do Porto ao nível da segurança rodoviária. Após uma apresentação detalhada do diretor municipal de Mobilidade e Transportes, Manuel Paulo Teixeira, sobre esta matéria e sobre o trabalho que o Município tem desenvolvido a este nível, a vereadora dos Transportes da Câmara do Porto, Cristina Pimentel, frisou que a cidade não registou em 2017 "nenhuma morte por atropelamento", algo inédito "desde que há dados estatísticos". Salientou também a intenção de continuar a aposta na segurança rodoviária.


"Em 2017 não se verificou no Porto nenhuma morte por atropelamento. É a primeira vez, em anos com dados estatísticos, que tal acontece no Porto. Considero que este é um dado muito relevante que não significa que possamos descansar. Temos de continuar a desenvolver o trabalho que tem sido feito, às vezes implementando medidas que as pessoas não compreendem", observou a vereadora.



Na sessão, como já referido, foi feita uma apresentação pelo diretor de Mobilidade e Transportes, que, entre outros exemplos como o da Avenida de Montevideu e Avenida do Brasil, apresentou as alterações de trânsito na Rua de 5 de Outubro, na zona da Boavista, como a colocação de balizadores para evitar "mudanças de via na zona de atravessamento", como exemplo de medidas de segurança rodoviária, aplicadas após dois atropelamentos nos primeiros dois meses de 2018.

De acordo com o responsável, as medidas imediatas de intervenção são acompanhadas, em paralelo, por um estudo de requalificação do arruamento para fazer as correções definitivas.  


E os resultados estão à vista: "na Rua de 5 de Outubro, o que fizemos foi estreitar a largura da via, colocar balizadores e o número de colisões praticamente desapareceu, ao passo que não se verificou mais nenhum atropelamento", analisou.


Considerando que no Porto registam-se cerca de 300 atropelamentos por ano, o Município também tem apostado no "reforço da iluminação pública nos atravessamentos" e numa contínua monitorização dos serviços municipais, independentemente do trabalho que é feito pelas forças de segurança, sublinhou o diretor. Isto porque "grande parte dos atropelamentos acontece em passadeiras. Temos todas as travessias monitorizadas e todas têm classificação de risco", explicou.


Neste balanço feito aos vereadores no período antes da ordem do dia, Manuel Paulo Teixeira traçou o panorama da segurança rodoviária na cidade ao longo das últimas décadas, para chegar à realidade dos nossos dias, em que se verifica o "aumento exponencial dos modos de transporte tradicionais, mas também de novos", como é o caso de "bicicletas, trotinetes, patins, transportes turísticos, estafetas e pesados de mercadorias a granel".  


Nessa medida, elencou algumas medidas em que a autarquia foi pioneira, considerando o diagnóstico anterior: a circulação de motociclos nos corredores BUS, o regulamento de transportes turísticos e a criação, em duas zonas escolares (junto ao Colégio das Escravas e das Escolas Secundárias Clara de Resende e Fontes Pereira de Melo), de zonas de estacionamento kiss & ride (estacionamento permitido durante um período muito reduzido de tempo).


No final da sua intervenção, Manuel Paulo Teixeira asseverou que todas estas ações correspondem a um plano de mobilidade e também um plano de ação de segurança rodoviária.


Já o presidente da Câmara do Porto acrescentou que deu ontem as boas-vindas a 40 novos polícias municipais, ressalvando que 20 destes novos agentes vão ficar "adstritos ao trânsito".