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Palacete Ramos Pinto será transformado num espaço cultural de referência
31-05-2016

A Assembleia Municipal do Porto aprovou ontem à noite, por unanimidade, a instalação de uma coleção de arte contemporânea no Palacete Ramos Pinto, situado no Parque de São Roque da Lameira, na zona oriental da cidade, um imóvel do século XVIII.


O Município refere na proposta que, devido à sua qualidade arquitetónica e ao seu valor histórico, o edifício, do seculo XVIII, tem "potencial para se transformar num espaço cultural de referência a nível internacional".


A Câmara do Porto comprou o palacete em 1978, instalou nele o seu serviço urbanístico, depois abandonou-o e por fim pensou vendê-lo.


O edifício apresenta sinais de "ruína" e, segundo o presidente da Câmara, Rui Moreira, "o Município não encontrou um uso adequado" para ele, tendo então surgido a hipótese de o aproveitar para lá instalar "uma coleção de arte contemporânea de assinalável relevância", composta por cerca de 500 obras.


"Era um edifício que não queríamos alienar, queríamos reabilitar", afirmou o autarca.


A coleção é de Pedro Torcato Alves Ribeiro e encontra-se emprestada à Associação Vivercidade, a que aquele colecionador preside.


Ana Jotta, Augusto Alves da Silva, Jorge Molder, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Paulo Nozolino, Pedro Cabrita Reis e Rui Chafes estão entre os artistas nacionais presentes nesta coleção, tal como vários artistas estrangeiros descritos como sendo "relevantes".


"Muitas dessas obras de arte estão no Museu de Serralves e o seu proprietário queria um local permanente para a sua exposição", realçou Rui Moreira.


O acordo entre a Câmara e a Vivercidade prevê que a associação recupere o imóvel e o adeque para expor durante 15 anos, a partir de 2020, obras da sua coleção. Em troca, aquela associação pagará uma renda anual de 2 mil euros ao município.